Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de maio de 2016
O entra e sai de veículos no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente Michel Temer em Brasília, não leva só políticos e empresários para conversas privadas com o peemedebista. A articulação inclui movimentos sociais tradicionalmente ligados ao PT, como sem-terra, sem-teto e sindicatos, todos de olho em um iminente impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Os diálogos têm sido intermediados pelo deputado Paulinho da Força (SD-SP), presidente da Força Sindical, que reúne mais de 10 milhões de trabalhadores e faz oposição à governista CUT. Ele também comanda o Solidariedade, partido criado em 2013 e que hoje conta com 14 membros na Câmara dos Deputados, 200 prefeitos e mais de 115 mil filiados em todo o País.
“Temer pediu que eu fizesse esse meio-de-campo aí”, confirmou Paulinho, depois de levar líderes de quatro centrais sindicais à sala de reuniões do vice-presidente. Ele aposta nos pontos fracos da relação entre Dilma e a esquerda que a elegeu.
Recentemente, o deputado prometeu a representantes de movimentos sociais que Temer que se dedicará a realizar tarefas que o governo petista não conseguiu resolver. Entre elas estaria a construção de imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida por cooperativas populares, em vez de empreiteiras.
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