Domingo, 21 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo A Europa endurece medidas de isolamento da população em diversos países

Compartilhe esta notícia:

Há a perspectiva de uma nova onda de contágios antes do final do ano. (Foto: Getty Images)

Reino Unido, Alemanha e Itália intensificaram, ou prolongaram, as restrições diante de uma pandemia que não cede, o que provoca o temor de um retorno do confinamento total em vários países da Europa, onde as autoridades são criticadas também pela lentidão nas campanhas de vacinação.

“A partir de hoje (terça-feira) devem permanecer em casa, com poucas exceções”, afirmou o governo britânico no Twitter, poucas horas depois do anúncio do primeiro-ministro Boris Johnson sobre o novo confinamento dos 56 milhões de habitantes da Inglaterra.

O objetivo é, segundo o chefe de governo, retomar “o controle da nova cepa” do coronavírus, que agravou a situação no fim de 2020 e provocou mais de 50.000 contágios diários na última semana. Ao contrário do segundo confinamento, Johnson também decidiu fechar todas as escolas desta vez.

Na Escócia, o governo semiautônomo determinou o confinamento total a partir dessa terça-feira. Irlanda do Norte e Gales já haviam instaurado importantes restrições antes do Natal.

Segundo o ministro britânico Michael Gove, responsável pela coordenação da ação governamental, o confinamento permanecerá em vigor até março.

Com mais de 75.000 mortes por covid-19, o Reino Unido é o segundo país da Europa mais afetado pela pandemia, atrás apenas da Itália.

Neste contexto de emergência e, ao contrário do que acontece em outros países europeus, a campanha de imunização prossegue em alta velocidade no Reino Unido, onde na segunda-feira (4) teve início a distribuição da vacina do laboratório britânico AstraZeneca e da Universidade de Oxford.

A situação no Reino Unido não é única. Outros países da Europa, a região mais afetada pela pandemia com mais de 589.000 vítimas fatais e 27,3 milhões de casos, temem que os novos focos provoquem mais medidas restritivas.

A Itália, com mais de 75.600 mortes, decidiu prolongar as restrições e adiar o retorno das aulas do Ensino Médio.

Na Alemanha, o governo prorrogou e apertou as restrições até 31 de janeiro. A maioria das lojas que não são de alimentos, bares e restaurantes, centros culturais e de lazer, além de escolas serão fechados. E, fora do núcleo de convivência, os encontros só podem ser com uma pessoa, ao invés das cinco atuais.

“As medidas que decidimos são drásticas”, admitiu a chanceler alemã Angela Merkek, falando sobre uma “corrida contra o tempo”.

Ao contrário da primeira onda, a gestão da segunda onda recebe críticas no país. O jornal Bild acusa o governo de ter contado “em demasia” com a União Europeia (UE) para o fornecimento de vacinas e de ter privilegiado o fármaco da cuja primeira dose já foi aplicada em mais de 264.000 pessoas.

Na França, onde até 1º de janeiro apenas 516 pessoas haviam recebido a vacina da o governo, encurralado pelas críticas, prometeu acelerar a campanha de vacinação.

Na Dinamarca, com limitações desde dezembro, o governo anunciou nesta terça-feira um endurecimento das restrições, e pediu que sejam evitados os contatos sociais, para preservar seu sistema de saúde contra a multiplicação de casos ligados à nova cepa detectada no Reino Unido.

Na Espanha, onde a população também critica a lentidão da imunização, a pandemia privará as crianças das tradicionais cerimônias dos Reis Magos, populares desfiles que percorrem as cidades a cada 5 de janeiro.

Falta de vistos

Em todo mundo, a pandemia provocou mais de 1,85 milhão de mortes e 85,6 milhões de contágios desde seu surgimento na China, em dezembro de 2019.

Mais de um ano após seu surgimento, cientistas selecionados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) foram encarregados de investigar a origem da pandemia. Nesta terça-feira, no entanto, a equipe ainda não tinha todos os vistos necessários para viajar ao gigante asiático.

“Hoje fomos informados que as autoridades chinesas não concluíram as autorizações necessárias para a chegada da equipe à China”, disse o diretor da instituição, Tedros Adhanom Ghebreyesus, admitindo que ficou “muito decepcionado”.

A vacinação é a grande esperança de conter a pandemia, mas alguns países, diante da quantidade limitada de doses, deram a entender que pretendem aumentar o prazo recomendado entre as duas injeções necessárias, com o objetivo de imunizar um número maior de pessoas.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Angela Merkel restringe a circulação dos alemães até o dia 31
Volume de negócios com criptomoedas atinge recorde, diz estudo
Pode te interessar