Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de abril de 2021
A faixa etária dos jovens entre 20 e 29 anos é a que teve o maior aumento das mortes por covid-19 na comparação entre o verificado no começo do ano e as informações coletadas entre os últimos dias 4 e 10 de abril, segundo o Boletim do Observatório Fiocruz Covid-19, divulgado na última sexta-feira (23).
O estudo, com base em comparações entre as semanas epidemiológicas 14 e 15, constata o processo de rejuvenescimento da pandemia. Os números de casos e óbitos de Covid-19 por faixa etária mostram que o aumento diferencial por idades se manteve.
“A análise aponta que a faixa etária dos mais jovens, de 20 a 29 anos, foi a que registrou maior aumento no número de mortes por Covid: 1.081,82%. Nas idades de 40 a 49 anos (1.173,75%) houve o maior crescimento do número de casos”, diz a Fiocruz.
Considerando todas as faixas etárias ao longo do ano, desde a semana epidemiológica 1 (03/1 a 09/1) com a semana 14 (04/4 a 10/4), o aumento global foi de 642,80% para os casos de Covid e 429,47% para as mortes. “Algumas faixas etárias mantiveram crescimento superior ao global: 20 a 29 anos (745,67%), 30 a 39 anos (1.103,49%), 40 a 49 anos (1.173,75%), 50 a 59 anos (1.082,69%) e 60 a 69 anos (747,65%). Para os óbitos, o aumento global foi de 429,47%. As mesmas faixas etárias tiveram aumento diferenciado: 20 a 29 anos (1.081,82%), 30 a 39 anos (818,60%), 40 a 49 anos (933,33%), 50 a 59 anos (845,21%) e 60 a 69 anos (571,52%)”, aponta a Fiocruz.
Quanto à internação em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), ainda comparando as semanas epidemiológicas 1 e 14, a ocupação destes leitos foi bastante diferenciada ao longo das semanas. Na Semana 1, a proporção de pacientes com menos de 70 anos internadas em leitos de UTI foi de 52,74%. Na Semana 14, esta proporção foi de 72,11%. Estes números, segundo a investigação, sugerem que a ocupação dos leitos de UTI por população menos longeva tem aumentado.
Leitos de UTI
As taxas de ocupação de leitos de UTI covid-19 para adultos no SUS em diversos estados se mantêm, em geral, em níveis muito elevados. Dados obtidos em 19 de abril, em comparação aos do último dia 12, indicam a saída do Amapá de zona de alerta crítico para zona de alerta intermediário, na qual já se encontravam Amazonas, Maranhão e Paraíba. Exceto por Roraima, fora de zona de alerta, os demais estados e o Distrito Federal permaneceram em zona de alerta crítico.
Destacaram-se, ou pela magnitude, ou pela consistência da tendência de queda, reduções no Amazonas (73% para 69%), Roraima (44% para 38%), Pará (82% para 80%), Amapá (84% para 68%), Rio Grande do Norte (98% para 93%), Paraíba (70% para 63%), Alagoas (88% para 83%), Bahia (84% para 82%), Minas Gerais (91% para 89%), Espírito Santo (95% para 91%), Rio de Janeiro (90% para 86%), São Paulo (86% para 83%), Rio Grande do Sul (88% para 83%) e Goiás (96% para 90%).
Catorze estados e o Distrito Federal encontram-se com taxas de ocupação superiores a 90%: Rondônia (94%), Acre (94%), Tocantins (93%), Piauí (94%), Ceará (98%), Rio Grande do Norte (93%), Pernambuco (97%), Sergipe (97%), Espírito Santo (91%), Paraná (94%), Santa Catarina (97%), Mato Grosso do Sul (100%), Mato Grosso (96%), Goiás (90%) e Distrito Federal (98%). Sete apresentam taxas de ocupação de leitos de UTI covid-19 para adultos entre 80% e 89%: Pará (80%), Alagoas (83%), Bahia (82%), Minas Gerais (89%), Rio de Janeiro (86%), São Paulo (83%) e Rio Grande do Sul (83%). Por fim, quatro estados apresentam taxas entre 63% e 78% – Amazonas (73%), Amapá (68%), Maranhão (78%) e Paraíba (63%) – e um (Roraima), taxa de 38%. As informações são da Fiocruz.
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