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Brasil A falta de combustível pode afetar o abastecimento de caixas eletrônicos e o atendimento hospitalar

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Sacar dinheiro também pode ficar complicado. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O estoque de combustível dos fornecedores que atendem às transportadoras de valores duram até domingo (27), segundo a TecBan, empresa que administra a Rede Banco24Horas de caixas eletrônicos. A paralisação também começa a afetar os atendimentos hospitalares, inclusive as urgências e emergências.

Transportadoras de valores

Segundo a empresa TecBan, há risco de desabastecimento de caixas eletrônicos por causa da greve dos caminhoneiros se faltar combustível para os carros-fortes.

“O fechamento das estradas nos protestos tem menor impacto na circulação do dinheiro, pois os carros-fortes estão sendo autorizados pelos manifestantes a passar pelos pontos de bloqueio. O congestionamento, no entanto, pode prejudicar o abastecimento”, informou a Tecban, em nota.

Emergências

Segundo a CNS (Confederação Nacional de Saúde), em alguns estabelecimentos estão faltando produtos como gás medicinal, material anestésico, medicamentos, insumos para tratamento de água, entre outros.

Em nota, a entidade pede aos manifestantes que bloqueiam as estradas em 22 unidades da federação que permitam a passagem dos veículos que transportam materiais médicos prioritários.

“A confederação não se opõe a nenhuma manifestação. Entretanto, alerta que, caso esse apelo não conte com a compreensão dos senhores, os problemas no abastecimento de insumos essenciais vão aumentar”, destacou.

Na nota, a entidade defende ser imprescindível que a reivindicação dos caminhoneiros não coloque em risco a saúde do cidadão.

De acordo com o presidente da Federação Brasileira de Hospitais, Luiz Aramicy Bezerra Pinto, a situação já é crítica em Curitiba, Fortaleza, João Pessoa, no Recife e Rio de Janeiro.

“Os hospitais de várias capitais estão no limite dos estoques de oxigênio. Acho que se não tivermos uma solução até o fim do dia, enfrentaremos uma situação crítica”, disse Aramicy.

Segundo ele, a federação já sugeriu aos diretores de hospitais que, caso o abastecimento não seja normalizado nas próximas horas, apenas os pacientes mais graves, emergenciais, sejam internados nas UTIs (unidades de terapia intensiva).

Acordo frustrado

Mesmo após o anúncio de acordo com o governo na quinta-feira (24), os caminhoneiros mantêm pontos de manifestação em diversas partes do País. O acordo prevê a suspensão da paralisação por 15 dias. Mas a PRF (Polícia Rodoviária Federal) informou que ainda não registra desmobilização.

A Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) que representa 700 mil trabalhadores garante instruir os manifestantes a deixarem passar os veículos com medicamentos, cargas vivas, combustível e produtos perecíveis. Na quinta-feira a Abcam recusou a proposta apresentada pelo governo federal e manteve a orientação para que os motoristas mantenham a paralisação.

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