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Notícias A Federação Nacional dos Policiais Federais patrocina uma série de atividades para preparar os pré-candidatos ligados à instituição para ampliar a bancada pró-Lava-Jato

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O presidente da Fenapef, Luís Antonio Boudens e o deputado Marcio Pacheco, que é policial, durante evento de lançamento de 29 pré-candidatos do grupo de policiais federais. (Foto: Divulgação Marcio Pacheco)

A Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais) patrocina, desde o ano passado, uma série de atividades para preparar os pré-candidatos ligados à instituição para a campanha eleitoral – como equipe de marketing, evento de lançamento de candidaturas e até treinamento para se relacionar com a imprensa. O objetivo da associação é aumentar a bancada pró-Lava-Jato no Congresso Nacional.

Em 22 de maio, um grande evento foi realizado em Brasília para lançar a “frente da Lava-Jato”, formada por cerca de 30 agentes da PF (Polícia Federal) que disputarão a eleição. A cerimônia ocorreu na sede da Associação dos Magistrados do Distrito Federal, com direito a coquetel que incluía champanhe, cerveja, camarão empanado e queijo coalho com melaço, segundo o jornal O Estado de S.Paulo.

Antes do lançamento oficial, um trabalho nos bastidores foi realizado. Pelo menos desde novembro do ano passado, os policiais-candidatos vêm recebendo orientação de uma empresa especializada em marketing político, formada por publicitários que já atuaram em campanhas no Brasil e no exterior. A Fenapef também contratou pesquisas para conhecer melhor o perfil do eleitor e traçar estratégias. Constatou, por exemplo, que somente 30% dos brasileiros são favoráveis ao porte de arma e aconselhou os pré-candidatos a evitar fotos ostentando pistolas e revólveres.

Segundo o presidente da Fenapef, Luís Antônio de Araújo Boudens, a ideia de formar uma frente dos agentes da PF para disputar as eleições se consolidou em 2016, depois da disputa municipal. A corporação elegeu 24 nomes, entre prefeitos e vereadores.

Segundo especialistas em direito eleitoral, não há definição na legislação eleitoral sobre o que uma entidade pode ou não fazer por seus associados durante a pré-campanha. Pessoas jurídicas não podem financiar candidatos, mas não há impedimento legal para que uma associação prepare ou dê treinamento para seus integrantes.

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