Quarta-feira, 27 de maio de 2026

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Leandro Mazzini A festa do PT

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(Foto: Banco de Dados)

Assim que surgiu na cúpula do PT a notícia antecipada da renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara dos Deputados, grãos-petistas convocaram a turma para uma festa em Brasília. Pelo menos 30 deles se reuniram em um almoço no restaurante Tia Zélia, na Vila Planalto, a poucos quilômetros do Congresso Nacional.

Lula não apareceu, mas estavam lá o presidente do partido, Rui Falcão, três ex-ministros da presidenta afastada Dilma Rousseff e senadores como Gleisi Hoffmann (PT-PR), às gargalhadas. E muita cerveja em lugar de boas e caras garrafas de vinho dos tempos de poder.

Morde & assopra

A carta de renúncia de Cunha estava pronta há pelo menos uma semana. Foram três longos parágrafos, mas ele recuou na acusação ao procurador-geral da República Rodrigo Janot.

De repente…

As coisas começam a andar na Câmara. O presidente interino, Waldir Maranhão (PP-MA), decidiu instalar, na terça-feira, a comissão especial do projeto “Dez Medidas Contra a Corrupção”.

Pezão firme

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), curou-se do câncer. O exame PET-Scan não registrou mais os sintomas em 40 pontos dos ossos, verificados há mais de um mês. Agora é repouso.

Não sairá

Os líderes do PSOL, PT e PCdoB se reuniram com Waldir Maranhão na noite de quarta-feira e espalharam a notícia de que ele instalará a comissão do impeachment do presidente interino Michel Temer. Balela. O presidente interino da Câmara disse que cabe aos líderes indicarem os membros, o que não ocorreu – a maioria dos partidos fechou aliança com Temer.

A conferir

O ex-presidente Lula deixou Brasília, ontem, ciceroneado pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR). O líder petista pode estar blefando ou caiu no conto dos aliados: ele diz contar com 36 votos pró-Dilma Rousseff no Plenário, suficientes para barrar o impeachment da presidenta afastada.

Do outro lado

Já o grupo de Temer calcula, por baixo, 60 votos para a manutenção do peemedebista no poder, como já citou a Coluna.

Tá bom…

Um dos conselheiros pró-renúncia de Cunha, Carlos Marun (PMDB-MS) nega manobra para o deputado se salvar: “Ele pensou primeiramente no bem do País”.

Esforço coletivo

Algumas horas após a renúncia de Cunha, era grande a confusão entre os deputados. Um grupo de representantes partidários pressionou e conseguiu a eleição da presidência da Câmara para a terça-feira, em vez de quinta-feira, como havia marcado Waldir Maranhão. Eles acham que Cunha quer embolar o jogo.

Guilhotina pronta

Na terça-feira, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara analisa o parecer de Ronaldo Fonseca (Pros-DF), que pede a anulação da sessão que cassou o mandato de Cunha no Conselho de Ética. O ex-presidente da Casa acredita que, com a sua renúncia, poderá se salvar na CCJ.

Vem corte aí

Depois de passar a tesoura em R$ 11 milhões para blogs que faziam apologia ao PT e a Dilma, Temer já tem em mãos a lista de jornais e rádios regionais que adotam a mesma linha editorial “vermelha”.

A bem da saúde

O Instituto Ivo Pitanguy, presidido pelo cirurgião-plástico Francesco Mazzarone, lançará amanhã no Hospital da Gamboa, no Rio de Janeiro, uma campanha de consultas gratuitas para cirurgias a preços populares, com o apoio do Porto Maravilha e da equipe da Santa Casa de Misericórdia.

Adeus, poder

Silêncio antes e depois da choradeira de Eduardo Cunha em sua conta no Twitter. Sempre falante, a página está quase muda por mais de 24 horas. Exceto pela postagem sobre a sua renúncia.

Correção

O senador Romário Faria (PSB-RJ) vai à cidade fluminense de Itaguaí, em agosto, para inaugurar o diretório local do partido, e não uma obra, conforme citado aqui.

Ponto Final

“Das trevas fez-se a luz. Que maravilha! Tão bonita vem a Tinga, apresentando essa riqueza cultural!”. Trecho do samba-enredo (2010) da escola Estado Maior da Restinga, de Porto Alegre, em desfile bancado por propina da Petrobras.

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