Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
19°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil A Força Sindical quer a revogação do repasse de recursos a sindicato patronal

Compartilhe esta notícia:

Governo criou alternativa para entidades empresariais agrícolas. (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

A Força Sindical quer que o presidente Michel Temer revogue o decreto que autoriza a destinação de parte dos recursos do Senar (Sistema Nacional de Aprendizagem Rural) para a CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil) e suas federações.

O governo criou uma forma alternativa de financiamento de entidades empresariais do setor agrícola. Decreto publicado em fevereiro passou a destinar parte dos recursos da qualificação dos trabalhadores rurais para as associações. A medida foi acertada entre entidades empresariais e o governo após a aprovação da reforma trabalhista, em novembro, que extinguiu o imposto sindical, principal fonte de renda das centrais e sindicatos dos trabalhadores.

Com o decreto, o Senar é obrigado a reservar até 5% do orçamento para o financiamento da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e outros 5% para as federações estaduais. O decreto presidencial deu à CNA uma fonte de recursos que já existe em outros setores. Na indústria, o Sesi repassa 4% e o Senai transfere 2% do orçamento para a CNI (Confederação Nacional da Indústria). Sesc e Senac destinam 6% para a CNC (Confederação Nacional do Comércio) ou a federação estadual. Senat e Sest enviam 10% para a CNT (Confederação Nacional do Transporte).

“Exigimos que o presidente Temer revogue imediatamente o referido decreto autorizando transferência de recursos do SENAR para a CNA, assim como defendemos alterações na legislação que possibilita a transferência milionária de recursos do SENAI, do SESI, do SENAC e do SESC para as respectivas confederações patronais, como forma de garantir o tratamento isonômico e equilibrado ao capital e ao trabalho, questão fundamental para a existência de relações de trabalho democráticas e justas”, diz a Força Sindical por meio de nota assinada pelo presidente interino da entidade, Miguel Torres.

Para a Força, a iniciativa é “uma clara demonstração de que o governo federal é agente ativo no desbalanceamento das relações de trabalho no Brasil a favor dos interesses empresariais, pois a edição do decreto garantindo a remessa de milhões de reais para o sindicalismo patronal vem no exato momento em que o custeio das entidades sindicais dos trabalhadores é inviabilizado pela Reforma Trabalhista e por decisões judiciais do STF”.

Na nota, a Força Sindical critica ainda o fato de o decreto retirar recursos para qualificação profissional e assistência social aos trabalhadores para financiar o sindicalismo patronal. Para a entidade, o custeio das entidades de trabalhadores e empregadores deve vir da contribuição de todos os seus representados, aprovadas nas assembleias das categorias de forma clara e transparente.

Sistema S

Após o fim do imposto sindical na reforma trabalhista, o presidente Michel Temer criou uma forma alternativa de financiamento das entidades patronais do setor agrícola. Decreto publicado em fevereiro passou a destinar parte dos recursos da qualificação dos trabalhadores rurais para as associações. A medida foi acertada entre entidades empresariais e o governo após a aprovação da reforma trabalhista, em novembro, que acabou com o imposto sindical.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Três companhias aéreas foram autuadas em Porto Alegre pela cobrança na reserva de assentos comuns
Nanda Costa escondeu namoro com Lan Lanh por profissão: “Ser atriz não é fácil”
Pode te interessar