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Mundo A França investiga o sumiço do chefe da Interpol após viagem para a China

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Meng Hongwei sumiu ao visitar país natal. (Foto: Reprodução)

Um funcionário da justiça francesa disse nesta sexta-feira (5) que o presidente da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), Meng Hongwei, foi dado como desaparecido depois de viajar para a China, país onde nasceu.

O funcionário falou sob a condição de anonimato, por não ter autorização para comentar uma investigação em andamento. Segundo a fonte, a mulher de Meng disse que não tem notícias do marido desde o fim de setembro, quando ele viajou para Lyon, na França, onde fica a sede da Interpol. Meng chegou à China depois disso, mas não houve notícias suas desde então.

Ainda não se sabe o motivo pelo qual a mulher de Meng esperou até agora para relatar seu desaparecimento.

A Interpol emitiu um comunicado, afirmando estar ciente do caso, mas sem fornecer detalhes. “Essa é uma questão para as autoridades competentes da França e da China”, disse o texto. Autoridades francesas iniciaram uma investigação.

Meng tem 64 anos e foi eleito presidente da organização em 2016, para um mandato que vai até 2020. Ele ocupou diversos cargos dentro do establishment de segurança na China e foi vice-ministro de segurança pública.

Como presidente da Interpol, ele lidera o comitê executivo da organização. A administração cotidiana é realizada pelo secretário-geral, Jurgen Stock.

Mais procurado preso

O homem mais procurado da França, Redoine Faid, foi detido na madrugada de quarta-feira (3), três meses depois de sua espetacular fuga de helicóptero de uma prisão onde cumpria pena de 25 anos.

Este fã de filmes de gângsteres, especializado no roubo de carros-fortes, foi detido às 4 horas (23 horas de terça-feira em Brasília), em um apartamento em Créteil, ao norte de Paris, onde nasceu e cresceu.

Faid foi localizado com várias armas, mas, no momento de sua detenção, não ofereceu resistência. Não houve nenhum ferido na operação, que terminou com seis detidos, um deles, irmão do criminoso.

Redoine Faid, de 46 anos, cumpria pena de 25 anos por uma tentativa frustrada de assalto, em 2010, na qual um policial morreu.

Em 1º de julho, protagonizou uma fuga no estilo de Hollywood. Três homens armados sequestraram um piloto de helicóptero e o obrigaram a pousar no pátio da prisão. Em apenas poucos minutos fugiram com Faid a bordo.

Desde então, a polícia lançou uma intensa operação para descobrir seu paradeiro.

Redoine Faid já havia fugido em 2013. Escapou da prisão de Lille-Séquedin (norte), em uma operação muito mais violenta, na qual usaram explosivos e houve vários reféns. Foi encontrado um mês depois em um hotel na região parisiense.

Este amante do cinema se inspirou em vários filmes na hora de cometer seus assaltos.

Em sua autobiografia, “Braqueur, des cités au grand banditisme” (“Ladrão, dos bairros pobres à grande bandidagem”, em tradução livre), publicada em 2010, contou que estudou o comportamento dos protagonistas do filme “Heat”, protagonizado por Al Pacino, e aprendeu que, para ser um bom ladrão, é preciso ser “minucioso”.

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