Segunda-feira, 04 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de dezembro de 2015
A partir desta semana o comando do PSDB deverá aprofundar o debate com partidos aliados e todas as instâncias tucanas sobre o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e os desdobramentos de um eventual governo de transição do vice-presidente Michel Temer.
Um dos assuntos que o senador e presidente nacional da sigla Aécio Neves (MG) vai discutir com os tucanos e partidos aliados é sobre a defesa da manutenção do recesso parlamentar. Ele acusou Dilma de desejar a convocação do Congresso durante o recesso para calar as ruas com um rito sumário, a fim de enterrar logo o impeachment sem a mobilização da opinião pública.
Aécio repetiu o discurso que vem se firmando no partido e respondeu às cobranças de que o PSDB nada faz para ajudar. “É muito importante que haja uma enorme coesão de todos nós para buscar saídas. O Brasil vive um processo de instabilidade enorme”, disse.
Depois de encontro com Temer, senadores tucanos fizeram coro a esse discurso de apoio a um eventual governo de transição, dependendo do programa de governo e do compromisso de que o peemedebista não leve adiante um projeto de disputa eleitoral em 2018.
Entretanto, há entre os tucanos o temor de que, apoiando o eventual governo Temer, com a necessidade de continuar o duro ajuste, o PSDB passe a ser atacado pelo PT em 2018 como sócio das dificuldades no País. (AG)
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