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Por Redação O Sul | 7 de setembro de 2017
Depois de um mês com bons resultados de vendas, exportações, produção e até de geração de empregos, a indústria automobilística brasileira reviu ontem suas projeções e aposta em resultado melhor do que o inicialmente previsto para este ano.
Inflação controlada, queda dos juros, melhora da confiança dos consumidores e demanda externa levaram as montadoras a apostarem em crescimento de 25,2% na produção, para 2,7 milhões de veículos. Se confirmado, será o melhor desempenho do setor desde 2014, quando foram produzidos 3,1 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.
Antes, a previsão para 2017 era de crescimento de 21,5%. De janeiro até agosto a alta acumulada é de 25,5% em relação ao mesmo período do ano passado, com 1,74 milhão de unidades produzidas. Esse desempenho deve ser mantido até o fim do ano. Só em agosto saíram das fábricas 260,3 mil veículos, o melhor resultado mensal desde novembro de 2014.
Com o aumento da produção, as indústrias contrataram 1.107 funcionários no mês passado e suspenderam programas de redução de jornada de 6.084 trabalhadores. Ainda assim, há 6.320 pessoas com jornadas e salários reduzidos ou em lay-off (contratos suspensos), quase metade do que havia em julho.
“Esses números nos enchem de felicidade”, disse o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Antonio Megale. As montadoras empregam hoje 126,3 mil trabalhadores, número próximo ao de um ano atrás. Desde agosto de 2014, quando a crise econômica começou a se intensificar, as empresas cortaram 22,6 mil postos de trabalho.
As exportações atingiram 506 mil unidades, 56% mais que em 2016 e a previsão para o ano também foi revista, de alta de 35,6% para 43,3%. “Devemos chegar a 745 mil veículos, um recorde histórico”, disse Megale. (AE)