Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia A indústria de veículos vive uma dificuldade de restrição de oferta e não de demanda

Compartilhe esta notícia:

Medida vale para pessoas com deficiência e motoristas profissionais. (Foto: EBC)

A indústria de veículos vive uma dificuldade de restrição de oferta e não de demanda, avaliou na quarta-feira (14) Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, a associação que representa as montadoras instaladas no País. “Existe bastante interesse ainda na compra do carro novo”, disse Moraes. “A oferta ajustando, vamos ter esse cliente atendido. A demanda está aí”, acrescentou o executivo.

O comentário foi feito durante apresentação de pesquisa feita com usuários da Webmotors que aponta o preço dos automóveis, considerado muito alto por 58% dos participantes, como o maior impeditivo à troca de carro. Os juros altos do financiamento, a incerteza financeira (risco de desemprego) e a falta de modelos no mercado são outras barreiras citadas, em menor frequência, entre os interessados em trocar de veículo.

Para Moraes, o levantamento indica que o medo associado aos impactos da pandemia no emprego e na renda – destaque da pesquisa anterior, feita há um ano, entre os motivos que levavam as pessoas a adiar a compra – não está mais no radar dos consumidores.

As restrições de oferta, no entanto, seguirão comprometendo as vendas, já que, conforme reafirmou na quarta Moraes, a crise no abastecimento de componentes eletrônicos, responsável por parar montadoras, dificilmente terá uma normalização antes de um ano.

“Para o segundo semestre, podemos ter alguma interrupção de produção por dias ou semanas a depender da situação de cada montadora”, disse o presidente da Anfavea.

O levantamento, que entrevistou 4.240 pessoas, mostra que 75% querem comprar e ou trocar de carro ainda em 2021.

“A gente não observa uma desaceleração em busca e uma série de outros indicadores que a gente aqui, como uma das portas de entrada de consumo do carro, não vê isso caindo. A gente vê o cliente muito mais informado e com mais números nas mãos para tomar decisão”, disse Rodrigo Constantinou, diretor de Marketing e Comunicação da Webmotors.

Entre os respondentes, 74% já possuem carro e 26% não. Dos que têm veículos, 73% têm intenção de trocar o modelo neste ano, mas o percentual dos que pretendem trocar agora é de 21%. O percentual dos que pretendem fazer a compra imediata entre os que não têm carro é maior (34%). Dos 26% que não tem automóvel, 80% querem fazer a compra em 2021.

Diante das medidas de segurança sanitária por causa da covid-19, 79% dos que possuem carro disseram estar usando o veículo com mais frequência. Em seguida, o transporte por aplicativo (16%), a opção a pé (14%) e, por último, o transporte coletivo (3%). Dos que não têm carro, mas pretendem comprar, o meio que mais passou a usar foi o transporte por aplicativo (46%), a pé (29%) e transporte coletivo (18%).

Entre os proprietários, 58% disseram que os preços estão muito altos e isso é o que mais os impede de comprar um veículo. Para 29%, as altas taxas de juros por parte dos bancos também são impeditivos. A alta dos preços também é o que impede 63% dos que não têm carros ainda e 37% apontaram as taxas de juros. O alto valor da entrada para o financiamento foi apontado por 26% dos que fariam um novo investimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da Agência Brasil.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

A Caixa vai enviar para os beneficiários do auxílio emergencial mensagem por WhatsApp com informações sobre data de depósito e liberação de recursos
Imóvel de Ciro Gomes é leiloado para indenizar ex-presidente Collor por danos morais
Pode te interessar