Terça-feira, 31 de março de 2026
Por Redação O Sul | 11 de setembro de 2018
O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) aumentou em Porto Alegre e em mais quatro capitais pesquisadas na primeira semana de setembro, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (11) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
Na Capital gaúcha, a inflação para o consumidor registrou variação de 0,07% no período. O resultado foi 0,06 ponto percentual superior ao divulgado na quarta semana de agosto. Nesta apuração, três das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram aceleração em suas taxas de variação, entre as quais se destacam os grupos Vestuário e Habitação, cujas taxas passaram de -2,03% para -1,53% e de -0,15% para 0,07%, respectivamente.
Além de Porto Alegre, o IPC-S também aumentou em Recife (0,19% para 0,25%), Rio de Janeiro (0,12% para 0,21%), São Paulo (0,13% para 0,17%) e Brasília (-0,19% para 0,16%). O índice caiu em Salvador (-0,03% para -0,13%) e Belo Horizonte (0,20% para 0,13%).
Boletim Focus
Os analistas do mercado financeiro reduziram a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2018 e também passaram a estimar uma inflação menor para este ano no País. As expectativas constam no Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (10) pelo BC (Banco Central).
Para o PIB deste ano, a previsão do mercado financeiro recuou de 1,44% para 1,40%. Essa foi a terceira queda seguida do indicador. O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País e serve para medir a evolução da economia.
Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continuou em 2,50%. Os economistas dos bancos também não alteraram a previsão de expansão da economia para 2020 e para 2021 – que continuou em 2,5% para esses anos. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o PIB brasileiro cresceu 0,2% no segundo trimestre trimestre de 2018 na comparação com os três meses anteriores.
O resultado foi sustentado pelo setor de serviços e pressionado por forte queda da indústria e dos investimentos, reforçando a leitura de perda de ritmo e recuperação ainda mais lenta da economia brasileira.
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do País, os economistas do mercado financeiro reduziram sua estimativa de 4,16% para 4,05% neste ano. Essa foi a segunda queda consecutiva do indicador.
Com isso, a expectativa do mercado segue abaixo da meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida se o IPCA ficar entre 3% e 6% em 2018. A meta de inflação é fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a Selic (taxa básica de juros da economia).
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