Domingo, 21 de junho de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo A Johnson & Johnson pediu autorização para o uso emergencial de sua vacina contra o coronavírus nos Estados Unidos

Compartilhe esta notícia:

(Foto: Janssen/Divulgação)

A farmacêutica Johnson & Johnson anunciou que solicitou à Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos a autorização para o uso emergencial de sua vacina contra a covid-19.

Se o pedido for aprovado, a Johnson & Johnson se tornará a terceira farmacêutica — depois da Pfizer/BioNTech e Moderna — a receber autorização para distribuir sua vacina nos Estados Unidos, país mais atingido do mundo pelo vírus com mais de 450 mil mortes.

A vacina, que usa a tecnologia de vetor viral, é a única no mundo em etapa avançada de testes com apenas uma dose. Ela também tem a vantagem de poder ser armazenada por pelo menos três meses em temperaturas de 2ºC a 8ºC — o que é compatível com a rede de frio de vacinação usada no Brasil. Em temperaturas de -20ºC, ela fica estável por dois anos.

Eficácia e negociação 

Em 29 de janeiro, a Johnson anunciou que sua vacina teve 66% de eficácia em prevenir casos moderados e graves. Considerados apenas os casos graves, o nível de proteção foi de 85%. Nenhuma pessoa vacinada morreu de covid.

Um dia depois da divulgação do resultado, a empresa disse que “disponibilizará sua vacina” contra a covid-19 no Brasil “na quantidade e nas condições que vierem a ser acordadas com o Ministério da Saúde”. No começo do mês, o ministro Eduardo Pazuello disse que tinha interesse em comprar doses da vacina, mas não foram divulgados avanços na negociação.

Caso a autorização de uso da vacina seja concedida nos EUA, o processo brasileiro de autorização de uso emergencial poderá ser facilitado. Já que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pode se beneficiar das análises feitas por algumas agências internacionais, como a FDA ou ainda a European Medicines Agency (EMA), da União Europeia. Nesses casos, o prazo de análise para o uso emergencial no Brasil é de até 10 dias.

Além disso, parte do estudo de Fase 3 da vacina da Johnson & Johnson foi desenvolvido no Brasil, envolvendo cerca de sete mil brasileiros. Por fim, as fábricas que produzem o imunizante já obtiveram a Certificação de Boas Práticas de Fabricação de boas práticas da Anvisa, em janeiro deste ano. No processo para a solicitação de uso emergencial de vacinas no Brasil, essa é uma das etapas que antecedem o eventual pedido de registro e de liberação.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Estados Unidos e Israel devem imunizar 75% da população contra o coronavírus ainda em 2021; europeus devem levar alguns anos e o Canadá pode precisar de quase uma década
Teoria de fuga do vírus de laboratório chinês é pouco provável, afirma especialista da Organização Mundial da Saúde
Pode te interessar