Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de novembro de 2018
A juíza Gabriela Hardt, substituta da 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, está em viagem no exterior e deve voltar ao Brasil neste fim de semana para assumir os processos da Operação Lava-Jato.
Segundo o blog de Matheus Leitão, do portal de notícias G1, Gabriela deverá realizar já nesta segunda-feira (5) uma audiência do processo do sítio de Atibaia, no qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é réu.
Será o interrogatório de Carlos Armando Guedes Paschoal, ex-diretor da Odebrecht, e Emyr Diniz Costa Junior, engenheiro e delator da empreiteira.
Gabriela Hardt assume a vara porque o juiz Sérgio Moro aceitou o convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para ser o ministro da Justiça do futuro governo.
Ela fica à frente dos processos da Lava-Jato até que seja escolhido um novo juiz titular – a juíza não pode assumir em definitivo porque é substituta. Foi a magistrada que mandou prender o ex-ministro José Dirceu. Na sequência, Dirceu conseguiu um habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal).
Consulta
A seleção do novo juiz será de responsabilidade do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). O presidente do TRF4, Thompson Flores, deve abrir um procedimento interno e consulta a todos os juízes titulares vinculados à Corte que tenham interesse em assumir a 13ª Vara. Nesse caso, o juiz que ocuparia a cadeira de Moro seria aquele que tivesse maior tempo de carreira na magistratura.
Juíza
Gabriela Hardt é paranaense, tem 42 anos e cresceu em São Mateus do Sul, a 150 quilômetros de Curitiba. O pai dela trabalhava em uma unidade da Petrobras que fica na cidade. Ela é formada em Direito pela Universidade Federal do Paraná (onde o juiz Sérgio Moro dava aulas) e deverá manter o ritmo da 13ª Vara Federal de Curitiba.
Gabriela prestou concurso para a Justiça Federal, em 2007, e foi nomeada juíza, em 2009, para uma vaga em Paranaguá, no litoral do Estado. Em 2014, foi nomeada juíza substituta na 13ª vara federal e assumia os trabalhos quando o juiz Sérgio Moro saía de férias.
A juíza já mostrou ser tão rigorosa quanto Moro por meio da decisão em que determinou que o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira deveria indicar um imóvel para garantir fiança estabelecida pelo juiz Sérgio Moro. O ex-tesoureiro petista foi solto mediante a fiança e é acusado de ter recebido propina referente ao contrato para a construção do novo Centro de Pesquisa Petrobras, no Rio de Janeiro.
Por curiosidade, a juíza é atleta, começou a nadar ainda jovem e atualmente compete em provas de maratonas aquáticas – nadando cinco quilômetros em águas abertas.
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