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Geral A Justiça liberou os Correios para cobrar a taxa de violência para entregas no Rio

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Reajuste é mais que o dobro da inflação nos últimos 12 meses; preços dos serviços de encomenda já haviam subido 8% em fevereiro. (Foto: Reprodução de internet)

A ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) pode voltar a cobrar a taxa de emergência excepcional sobre encomendas destinadas ao Rio de Janeiro. O presidente do TRF-2 (Tribunal Regional da 2ª Região), desembargador federal André Fontes, suspendeu a liminar que impedia a cobrança, fixada em 3 reais por encomenda, devido aos altos índices de roubos de cargas, que elevam os custos operacionais das entregas na região metropolitana da capital fluminense.

“Diante dessa decisão, a taxa volta a ser cobrada nessa quarta-feira, em todas as agências. A suspensão da liminar comprova que a cobrança da taxa emergencial pela empresa não é ilegal”, disse a empresa por meio de comunicado.

Em ação civil pública ajuizada pelo Procon-RJ, a 5ª Vara Federal do Rio de Janeiro havia suspendido a exigência. Os Correios recorreram ao tribunal pedindo o cancelamento da liminar. Em sua decisão, o desembargador ponderou que a proibição da cobrança prejudica a atuação da empresa pública, em relação aos concorrentes, aos quais não é vedada a aplicação do adicional por encomenda. E considerou ainda o risco de grave lesão à ordem pública, podendo inviabilizar a prestação do serviço público de entrega de correspondências, que é realizado exclusivamente pelos Correios.

O presidente do tribunal também concluiu que a importância não é abusiva, sendo “compatível com o preço cobrado pelos seus concorrentes para entrega de encomendas na região metropolitana do Rio de Janeiro, que são exigidos em percentuais de 0,15% a 0,50% sobre o valor da encomenda e têm mínimo estipulado entre 3 reais e 10 reais”.

Sem Copa

Torcedores brasileiros que compraram ingressos para a Copa estão em estado de alerta. O governo russo já teria enviado os chamados FAN-ID, credenciais que liberam a entrada tanto no país quanto nos estádios.

O problema é que essas credenciais não estão chegando às mãos dos torcedores, aparentemente retidos pela burocracia dos Correios. Tem gente achando que, se a história se repetir com os ingressos, pode acabar assistindo a Copa pela TV.

Dívidas

Os Correios anunciaram a prorrogação do prazo para a adesão ao Programa de Realização de Acordo  para o dia 25 de junho. O programa é uma iniciativa da estatal para que dívidas de clientes, sejam pessoas físicas ou jurídicas, possam ser refinanciadas.
As principais vantagens do programa é a possibilidade de refazer contratos comerciais com os Correios, a reutilização de serviços a crédito e a reabilitação para participar de licitações. Quem pagar à vista o débito poderá obter descontos de até 90% do valor da taxa de juros.
Outra possibilidade é a quitação do saldo devedor em até 60 parcelas, com desconto de 50% sobre o juros da dívida. O parcelamento em 120 vezes também é uma opção, porém o desconto dos juros será de 25%. Um pré-requisito para a aprovação do refinanciamento é que o débito tenha sido contraído antes do dia 6 de abril de 2017 e que não ultrapasse o valor de R$ 5 milhões.
Os Correios estimam que existam 11 mil processos que possam se enquadrar no programa e que a soma dos valores desses débitos chega a quase R$ 1,2 bilhão. Os clientes dos Correios que ainda não foram contatados e quiserem participar do Praect podem obter informações no site da empresa, em www.correios.com.br.

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