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Por Redação O Sul | 13 de dezembro de 2019
A Major League Baseball (MLB) anunciou mudanças na lista de substâncias proibidas, e a maconha deixou de ser considerada doping. A partir do agora, os jogadores vão ser testados por opioides e cocaína, mas a cannabis foi tirada das drogas abusivas e será tratada igual ao álcool.
No entanto, a MLB deixou claro que todos os jogadores que forem flagrados com opioides ou cocaína só serão punidos se não cooperarem com os planos de tratamento. Já no caso da maconha, os casos de jogadores envolvidos com a droga serão encaminhados para avaliação obrigatória e tratamento voluntário assim como no caso de álcool.
A mudança acontece depois da morte de Tyler Skaggs, do Los Angeles Angels, que aconteceu em julho. A necropsia apontou que o atleta faleceu após se engasgar com o próprio vômito, que tinha uma mistura de álcool e dois opioides.
“Jogadores do nosso lado da equação reconhecem que houve uma oportunidade de assumir um papel de liderança aqui nesta discussão. Não havia necessariamente de fazer um censo tanto quanto havia um papel de liderança na conversa”, disse o chefe do sindicato, Tony Clark.
O gerente geral do Angels, Billy Eppler, agradeceu pelas mudanças que vão acontecer agora para evitar que outro atleta morra em consequência desses problemas com drogas.
“Sou apenas grato pelo sindicato dos jogadores e a MLB terem conseguido resolver um problema sério em nosso país que não tem fronteiras e cruza os limites do esporte. Isso mostra muito toque humano nos poderes que existem, e sou grato por isso”, disse.
Proibição em 3 Estados
Agora, apenas três dos 50 estados dos EUA proíbem o uso de maconha, seja para fins recreativos, seja para fins medicinais. Recentemente, Illinois se tornou o 11o estado a legalizar o uso recreativo (além do medicinal) da maconha. E 33 estados já aprovaram o uso medicinal da cannabis. Entre os 39 estados que não aprovaram o uso da maconha para uso recreativo, 15 descriminalizaram o uso pessoal.
A descriminalização difere da legalização, no caso, porque ela retira da equação o fator criminal da posse de pequenas quantidades de maconha para uso pessoal. Mas pode manter o aspecto civil – isto é, o cidadão pode estar sujeito a multas civis, mas não a processo criminal. Essencialmente, é recomendado à polícia fazer vistas grossas à posse de pequenas quantidades, embora possa combater a produção e a venda.
A maconha foi legalizada para uso recreativo e medicinal no Alasca, Califórnia, Colorado, Illinois, Maine, Massachusetts, Michigan, Nevada, Oregon, Vermont e Washington, bem como no Distrito de Colúmbia, nas Ilhas Mariana do Norte e em Guam. Continua proibida em Idaho, Nebraska e Dakota do Sul.
Nos 44 estados em que foi aprovada para uso recreativo ou medicinal (ou ambos), normalmente as leis se referem a suplementos derivados da cannabis com baixo teor de THC e alto teor de CBD. THC é a sigla de tetrahidrocanabinol, que tem efeito psicotrópico; CBD é a sigla de canabidiol, um canabinóide com efeito sedativo.
Por país (à exceção dos EUA que é por estado), a maconha só foi legalizada para uso recreativo no Uruguai e no Canadá; para uso medicinal, foi aprovada na Alemanha, Argentina, Austrália, Canadá, Chile, Colômbia, Croácia, Chipre, Eslovênia, Grécia, Holanda, Israel, Itália, Jamaica, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia do Norte, Noruega, Nova Zelândia, Peru, Polônia, Suíça e Tailândia, segundo a Wikipédia.
O uso recreativo continua ilegal, mas foi descriminalizado na Antígua e Barbuda, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Belize, Bermuda, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Croácia, Equador, Espanha (em áreas privadas), Estônia, Finlândia, Geórgia, Holanda (apenas em cafés licenciados), Israel, Itália, Jamaica, Luxemburgo, Malta, México, Moldova, Paraguai, Peru, Portugal e República Tcheca. O Brasil está em processo de liberar a maconha medicinal.
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