Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de fevereiro de 2020
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que a parceria comercial entre Brasil e China continua sólida como antes. Tereza Cristina, que recebeu na manhã desta terça-feira (4) o embaixador daquele país em Brasília, Yang Wanming, elogiou as medidas tomadas pelo governo chinês para evitar a propagação do coronavírus.
Ela ressaltou que não é possível avaliar se a enfermidade que colocou uma região do país asiático em quarentena já se reflete nas vendas do Brasil para o mercado chinês. Existe a expectativa, no mercado, que as exportações para aquele país sofram uma queda, devido à desaceleração da atividade econômica.
“Não mudou nada. Não houve um único embarque cancelado por causa do coronavírus”, assegurou a ministra, acrescentando que, recentemente, a China abriu seu mercado para o melão brasileiro e agora negocia o mesmo para a uva do Brasil.
Já o embaixador da China enfatizou que o Brasil é um parceiro estratégico. Lembrou que os principais produtos importados pelos chineses são soja e carne bovina.
“Nossa relação com o agronegócio brasileiro está a cada dia mais estreita”, disse o diplomata.
Ele reiterou que as autoridades chinesas estão tomando medidas rigorosas para conter o vírus. E destacou que o governo de seu país fará todo o possível para facilitar a retirada dos brasileiros que se encontram em quarentena na cidade de Wuhan.
“Entendemos que o Brasil vai fretar uma aeronave para trazer todos os brasileiros, e vamos prestar todo o apoio para isso. Por enquanto, não temos nenhum registro de casos de brasileiros com a doença e esperamos que todos possam voltar ao Brasil sem sobressalto”, disse Yang Wanming.
O embaixador relatou as medidas adotadas pelo governo chinês em relação ao coronavírus. “Vamos acompanhar de perto. É muito importante essa proximidade do embaixador conosco, para estar sempre nos municiando, mas por enquanto tudo normal”, afirmou a ministra, acrescentando que a questão de saúde está sob a coordenação do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.
Produtos agrícolas e agropecuária
A ministra destacou que a China abriu o mercado para o melão brasileiro e está sob análise a exportação de uva brasileira para os chineses. “Com a abertura do mercado para o melão, os nossos empresários estão fazendo os contatos na China para poder fazer as exportações. Nós já começamos a trabalhar o certificado sanitário da uva que é a próxima fruta que o Brasil quer exportar para China”, ressaltou.
Segundo a ministra, no que diz respeito ao setor agropecuário, não há restrição ao intercâmbio comercial entre os dois países devido ao surto de coronavírus. O Brasil exporta para a China, principalmente, soja e carnes bovina, suína e de frango.
“Nós temos um procedimento de habilitação de frigoríficos que está andando no seu ritmo. Isso está em processo normal de encaminhamentos lá na China, nos ministérios e na aduana. Não mudou nada. O que pode ter atrapalhado a movimentação foi o feriado do ano novo chinês, que foi prolongado por causa do coronavírus”, argumentou.
O embaixador afirmou que a relação comercial entre os dois países no setor agropecuário é duradoura e será cada dia mais estreita. “O governo chinês se dedica a manter essa relação de longo prazo e estável com o governo brasileiro. Os produtos agrícolas brasileiros são bem-vindos. Não acredito que a relação sino-brasileira será prejudicada (pelo surto)”, disse.
Participaram da reunião, além da ministra e do embaixador, secretário de Comércio e Relações Internacionais, Orlando Ribeiro, o ministro conselheiro Qu Yuhui e o diplomata Zhu Yue.
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