Sexta-feira, 03 de Julho de 2020

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Notícias A morte de dois heróis da Brigada Militar em tiroteio com uma quadrilha em Porto Alegre emociona e revolta os gaúchos

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Soldados foram recebidos a tiros durante abordagem em área de tráfico. (Foto: Divulgação/BM)

Em meio à comoção geral dos gaúchos pela morte de dois soldados da BM (Brigada Militar) em um tiroteio com criminosos, nesta semana, manifestações das mais variadas autoridades civis do Rio Grande do Sul contribuíram para dimensionar o impacto do incidente entre a opinião pública. Nessa quinta-feira, o governador Eduardo Leite e seu vice, Ranolfo Vieira Júnior (que acumula o cargo de secretário da Segurança Pública), manifestaram solidariedade aos familiares e colegas das vítimas.

O governador Eduardo Leite comentou as mortes dos policiais, enaltecendo a atuação dos integrantes a corporação no combate ao crime, bem como as agruras da atividade. “Eles foram ao extremo na missão de proteger a sociedade com o emprego da própria vida. Meu abraço e solidariedade a suas famílias, seus amigos e a toda a família brigadiana”, declarou por meio de nota oficial.

Com histórico de atuação em segurança pública (já foi delegado e atualmente acumula o cargo de titular da pasta estadual do setor), o vice-governador Ranolfo Vieira Júnior prometeu empenho contra os responsáveis pelo crime: “Não mediremos esforços para responsabilizar os culpados pelo fato. Seguiremos trabalhando firme no enfrentamento à criminalidade”.

A BM também se manifestou institucionalmente. Em uma nota de falecimento postada em seu site oficial, o comando da corporação veiculou um texto, acompanhado da imagem estilizada de uma fita preta, em sinal de luto:

“Quando tomba um de nós, perde-se muito mais que um brigadiano. Perde-se um filho. Perde-se um pai. Perde-se um esposo. Perde-se um pedaço de nossas almas e corações. Há pouco, a Brigada Militar perdeu, em confronto, os soldados Rodrigo da Silva Seixas e Marcelo de Fraga Feijó, do 19º Batalhão de Polícia Militar, em Porto Alegre. Não há lamentos que possam preencher o vazio no peito de cada irmão de farda”.

Vítimas

O incidente aconteceu na noite de quarta-feira. Rodrigo da Silva Seixas, 32 anos, e Marcelo de Fraga Feijó, 30, atuavam no 19º Batalhão de Polícia Militar e foram recebidos a tiros por membros de uma quadrilha durante abordagem de rotina em um beco na Rua Paulino Azurenha, no bairro Partenon, Zona Leste da capital. Segundo o próprio comando da Brigada, o local é um ponto conhecido pelo tráfico de drogas.

Seixas estava desde outubro de 2009 na BM, era casado e pai de uma menina de 3 anos de idade. Já Feijó ingressou na corporação em setembro de 2012 e também tinha esposa, além de um filho de 2 anos. Ao menos dois envolvidos no confronto já foram identificados na mesma noite. São pai e filho. Um morreu na troca de tiros e o outro acabou preso. A Brigada Militar apreendeu dois revólveres de calibre 38 utilizados pela dupla na ocasião.

Revolta

Na internet, a morte dos dois PMs motivou incontáveis postagens por parte de usuários das redes sociais. Como já é de praxe após esse tipo de ocorrência, a repercussão do caso incluiu manifestações de revolta, várias delas defendendo a adoção de um sistema penal mais rígido para conter a criminalidade – não faltaram os inflamados pedidos de pena de morte. Também houve quem criticasse as condições de trabalho enfrentadas pelos policiais no País.

(Marcello Campos)

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