Terça-feira, 03 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 8 de setembro de 2017
O curiosity, robô que perambula pelo terreno marciano coletando amostras do solo e registrando belíssimas imagens do Planeta Vermelho, acaba de detectar a existência de boro por lá — um elemento químico essencial para a vida. Por conta disso, há quem esteja especulando que a descoberta possa confirmar que, em um dia longínquo, existiu algum tipo de vida em Marte.
A descoberta, que foi publicada no periódico científico Geophysical Research Letters, reforça ideias de que a vida marciana se extinguiu por conta das mudanças climáticas do planeta, que, atualmente, é um verdadeiro deserto quase sem atmosfera. Segundo Patrick Gasda, pesquisador do Los Alamos National Laboratory, “porque os boratos têm um papel importante na construção do RNA — um dos blocos de construção da vida — descobrir o boro em Marte abre a possibilidade de que a vida pode ter uma vez acontecido no planeta”. Afinal, se elementos orgânicos já existiram por lá, com reações químicas a vida pode sim ter ocorrido.
O elemento foi detectado em minerais de sulfato de cálcio na cratera Gale, o que significa que o boro marciano estava presente em um terreno onde, um dia, houve água no estado líquido. O Curiosity vem estudando com afinco o terreno rochoso de Marte, subindo em montanhas e descobrindo evidências químicas de lagos em sua superfície, além de água também em seu subterrâneo.
Gelo
A Nasa divulgou uma foto de Marte, onde mostra a composição do gelo seco sobre as dunas. A primeira foto feita do planeta é de 1965. Desde então, as expedições demonstraram um mundo estranhamente familiar, mas diferente o suficiente para não funcionar como a Terra.
Marte tem camadas de gelo e nuvens polares em sua atmosfera, padrões climáticos sazonais, vulcões, cânions, dunas e outras características físicas que conhecemos. No entanto, há variações selvagens e extremas muito distantes do que acontece no nosso planeta azul.
O objetivo da Nasa é poder levar o primeiro homem para explorar Marte por volta de 2030
A Nasa está cada vez mais perto de concluir sua espaçonave mais ambiciosa: a Orion, que pretende levar astronautas o mais longe possível no sistema solar, com o objetivo final de enviar uma missão tripulada até Marte. De acordo com o site oficial da agência espacial americana, no mesmo projeto está sendo desenvolvido um enorme foguete chamado de SLS (Space Launch System), ou Sistema de Lançamento Espacial.
A Orion é fundamental no plano, já que ficará no topo deste dispositivo. Segundo o canal “CNN”, o SLS pode se tornar o foguete mais poderoso já criado. A Orion será dividida em três partes. A de cima será um sistema para abortar o lançamento, a do meio levará o módulo em que a tripulação ficará e, por último, o módulo de serviço – na parte final da nave -, terá os sistemas de energia e propulsão.
O design da Orion é similar ao da Apollo, que levou o homem à Lua nos anos 1960 e 1970, mas com mais espaço, podendo comportar até seis astronautas, o dobro da antiga nave. O projeto prevê que ao retornar à órbita terrestre em alta velocidade, a Orion mantenha a tripulação protegida através de um escudo de calor.
O primeiro voo da Orion aconteceu em dezembro de 2014, em uma missão não tripulada que serviu para testar os sistemas, computadores e sensores da espaçonave, além do escudo de calor e o pára-quedas que diminui a velocidade antes de o dispositivo cair no mar.