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Ciência A Nasa publicou as primeiras fotos da sonda InSight tiradas do espaço

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A nave espacial InSight da Nasa, seu escudo térmico e seu paraquedas foram fotografados em 6 e 11 de dezembro pela câmera HiRISE a bordo do Mars Reconnaissance Orbiter da Nasa. (Foto: Nasa/Divulgação)

A Nasa, a agência espacial norte-americana, publicou as primeiras fotos da sonda InSight em Marte, desta vez tiradas do espaço. As fotos foram publicadas na conta do Twitter da sonda última quinta-feira (13). Nelas, é possível ver os escudos traseiro e térmico da InSight.

A sonda chegou ao planeta vermelho no mês passado, depois de percorrer 482 milhões de km em sete meses de viagem. Parte de sua missão é informar dos esforços para enviar algum dia exploradores humanos ao planeta vermelho – algo que a Nasa espera concretizar na década de 2030.

Na última terça-feira (11), a agência também havia postado uma “selfie” da Insight em Marte. A sonda não tem capacidade de detectar vida no planeta – isso será deixado para os futuros robôs. A missão da agência em 2020, por exemplo, irá coletar rochas que possam conter evidências da vida antiga.

Foi a oitava vez que a Nasa conseguiu fazer um pouso em Marte. Este é o primeiro desde 2012, quando o explorador Curiosity pousou na superfície marciana e analisou as rochas em busca de sinais de vida que possa ter habitado o planeta vizinho da Terra, agora gélido e seco.

Sonda Parker Solar Probe

A sonda Parker Solar Probe, lançada em agosto pela Nasa (a agência espacial norte-americana) para chegar o mais perto possível do Sol, está cumprindo o seu objetivo. Dentre os dados do equipamento enviados à Terra nos últimos dias, destaca-se a primeira fotografia registrada dentro da “atmosfera” da única estrela no nosso sistema planetário, localizada a cerca de 150 milhões de quilômetros da Terra.

Nos próximos sete anos, a Probe tem programadas outras 24 “mergulhos” no astro-rei, devendo chegar a 6 milhões de quilômetros em sua mínima distância. A sonda esteve a 24 milhões de quilômetros da superfície solar na semana passada, o que representa duas vezes mais perto do que a recordista Helios, enviada na década de 1970.

Até o dia 7 deste mês, o equipamento estava no lado oposto do Sol em relação à Terra e, por isso, não transmitiu as suas observações até então. Mas depois de seguir para uma região favorável às comunicações, enviou à equipe da Nasa uma imagem que mostra a chamada “coroa solar” – com a missão, a agência espacial dos Estados Unidos espera desvendar um antigo mistério: por que essa estrutura é 300 vezes mais quente que a própria superfície do astro.

Uma curiosidade adicional é que a Parker Solar Probe é ainda a primeira sonda da Nasa a ser batizada com o nome de uma pessoa viva. O homenageado, nesse caso, é o astrofísico norte-americano Eugene Parker, 91 anos, primeiro cientista a apresentar a teoria do vento solar supersônico, em 1958.

Segundo especialistas, trata-se do objeto mais rápido já criado pelo homem: a velocidade percorrida pela sonda em volta da estrela é de até 690 mil km/h. Dá para se ter uma ideia desse valor usando-se como comparativo a realidade terrestre: é como se uma viagem de Nova York (EUA) até Tóquio (Japão) durasse menos de 1 minuto, em vez das 14 horas de tempo percorrido pelos aviões comerciais.

A temperatura presente na coroa solar varia entre 1 milhão e 3 milhões de graus Celsius, muito mais quente que a superfície do Sol, que chega a 5.500 graus. Para resistir a todo esse calor, o equipamento – mais ou menos do tamanho de um carro – é protegido por um escudo de carbono hiper-resistente.

A Parker Solar Probe leva a bordo quatro instrumentos para medir os campos magnético e elétrico, na tentativa de esclarecer velhos enigmas científicos: o que aquece a coroa solar, como funciona o vento solar (fluxo constante de partículas ionizadas que se deslocam a mais de 500 km/s), de que forma se comportam os íons pesados (partículas de maior energia) e detalhes sobre as expulsões de massa da coroa do astro.

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