Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 12 de dezembro de 2019
A Nova Zelândia planeja realizar, nesta sexta-feira (13), uma operação de resgate em White Island, ilha onde está localizado o vulcão cuja erupção deixou ao menos oito mortos e oito desaparecidos na segunda-feira. A missão é especialmente perigosa pois há um sério risco de que haja uma nova erupção.
Oito especialistas militares neozelandeses desembarcarão na ilha na manhã de sexta-feira (noite desta quinta, no horário de Brasília), para resgatar os corpos dos desaparecidos que continuam no local. Segundo o vice-comissário de operações nacionais Mike Clements, os corpos de seis desaparecidos já foram encontrados. Devido à toxicidade do ar e à densa fumaça, não se trabalha mais com a possibilidade de sobreviventes.
Segundo Clements, os militares buscarão os corpos das outras duas vítimas, mas de modo limitado, já que os riscos são altos. A operação, segundo o jornal The Guardian, envolve uma série de elementos de risco, incluindo a grande atividade sísmica na área, as condições meteorológicas e as condições em solo.
Trajes especiais
Em declarações à imprensa, Clements disse estar “muito preocupado” com os riscos da operação. A missão será acompanhada de perto por vulcanólogos que irão monitorar, em tempo real, a atividade em White Island, também conhecida por Whakaari, seu nome em maori. Os militares vestirão máscaras e trajes com proteção especial e contarão com um plano de contingência para o caso de uma nova erupção.
Segundo o vulcanólogo neozelandês Graham Leonard, a atividade do vulcão aumentou desde segunda-feira e agora há uma chance entre 50 e 60% de uma nova erupção nas próximas 24 horas. Os militares tentam realizar a operação o mais rápido possível para resgatar os corpos, pois uma erupção poderá impedir que os corpos sejam, um dia, recuperados.
Quando o vulcão, popular destino turístico que recebe cerca de 10 mil turistas por ano, entrou em erupção, havia 47 pessoas no local. Vinte quatro eram australianos, nove americanos, cinco neozelandeses, quatro alemães, dois chineses e dois britânicos e um malaio. A premier Jacinda Ardern disse que haverá uma investigação sobre a tragédia e que as regras de visitas a vulcões será revista.
Nas últimas 24 horas, mais duas mortes foram confirmadas, elevando o número de vítimas fatais para oito. Mais de 20 pessoas continuam internadas, muitas delas com queimaduras. Para tratá-las, o governo da Nova Zelândia importará mais de 1,2 milhões de centímetros quadrado de pele — quantidade equivalente a 60 doadores. Segundo o jornal New Zealand Herald, o número de doadores de pele no país varia de cinco a dez ao ano.
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