Sexta-feira, 23 de Outubro de 2020

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Mundo A Organização Mundial da Saúde disse que neste mês a transmissão do coronavírus na Europa está mais rápida do que no início da pandemia

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O número de mortos no mundo dobrou nos últimos três meses.(Foto: Reprodução)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) se declarou, nesta quinta-feira (17), preocupada com o ritmo “alarmante” de transmissão do novo coronavírus na Europa. A região tem visto um crescimento acelerado dos novos casos de contaminação. O alerta da agência das Nações Unidas foi feito pelo diretor do organismo no continente, Hans Kluge, em entrevista coletiva.

“Os números de setembro deveriam servir de alerta para todos nós na Europa, onde o número de casos é superior aos registrados em março e abril”, declarou Kluge, citando os 300 mil diagnósticos feitos na semana passada. “Apesar de esses números refletirem a realização de mais testes, também mostram taxas alarmantes de transmissão em toda a Europa.”

A capacidade de testagem aumentou no continente, e hoje é muito superior à dos meses iniciais da pandemia, quando só as pessoas com sintomas graves eram testadas. Além disso, os novos casos atingem principalmente a população mais jovem. Isso, ao lado do aprimoramento do tratamento da doença nos casos de internação, faz com que a mortalidade também seja inferior à dos primeiros meses da pandemia.

Além disso, a situação nos diversos países europeus ainda é muito diferente, com a Alemanha e a Itália com taxas de contaminação mais baixas do que as de França e Espanha, onde chegam respectivamente a 100 e 150 casos por cada cem mil habitantes. Entre os alemães, essa taxa é de 23,7, e entre os italianos, de 33.

Na entrevista, Kluge reconheceu que a capacidade de conter a Covid-19 aumentou nos países europeus.

“Já fizemos isso e podemos fazer de novo”, disse.

A OMS também manifestou preocupação com a redução do tempo de quarentena para quem teve contato com o vírus, medida anunciada por alguns países da Europa, como a França, que reduziu esse período para sete dias. Nesse sentido, a organização ressaltou que a recomendação continua a ser de isolamento de 14 dias em caso de exposição ao coronavírus.

Na França, que tem feito testagem em larga escala para diagnosticar a Covid-19, foram registrados 10.561 novos contágios nas últimas 24 horas, o recorde diário do país na pandemia. O número registrado de mortes foi de 50, ainda inferior às centenas de óbitos diários que chegaram a ser registrados no país em março e abril.

Na Espanha, a região de Madrid é novo epicentro do avanço da pandemia. Nesta quinta, as autoridades locais recuaram após o anúncio de possíveis confinamentos seletivos nas áreas mais afetadas pelo coronavírus.

O ministro regional da Justiça, Enrique López, reconheceu que a palavra confinamento “gera ansiedade” e destacou que o governo da Comunidade de Madrid pretende apenas “reduzir a mobilidade e os contatos” para prevenir os riscos, sem chegar ao extremo de confinar a população. No entanto, o ministro espanhol da Saúde, Salvador Illa, insistiu por medidas mais rígidas.

“Temos que fazer o necessário para controlar a situação em Madrid”, afirmou Illa.

Em todo mundo, a pandemia provocou mais de 941 mil mortes e quase 30 milhões de infectados, segundo a universidade americana Johns Hopkins, que se baseia nos dados oficiais de cada país. A Europa é a segunda região mais afetada pela pandemia em números de óbitos e a terceira com mais casos; ao todo, mais de 227 mil pessoas morreram e 5 milhões se contaminaram com o vírus na região, de acordo com a OMS.

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