Quinta-feira, 09 de Julho de 2020

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Mundo A Organização Mundial da Saúde mudou suas orientações sobre o uso de máscara em público

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A Organização Mundial da Saúde mudou sua orientação dizendo que máscaras podem ajudar a impedir a propagação do vírus. (Foto: Flavio Lo Scalzo/Reuters)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) mudou suas orientações sobre uso de máscaras e disse que elas devem ser usadas em público para ajudar a impedir a propagação do coronavírus.

O órgão disse que novas informações mostram que elas podem fornecer “uma barreira para gotículas potencialmente infecciosas”. Mas a OMS destaca que apenas as máscaras não são suficientes para evitar a disseminação do coronavírus. Em alguns países ao redor do mundo, como no Brasil, já há recomendação ou exigência de que as pessoas usem máscaras para cobrir boca e nariz em público.

Antes, a OMS dizia que não havia evidências suficientes para dizer que pessoas saudáveis ​​deveriam usar máscaras. O conselho da OMS era o de que as máscaras médicas fossem usadas por pessoas doentes e por quem cuida delas.

A médica epidemiologista Maria Van Kerkhove, especialista técnica da OMS, disse à Reuters que a recomendação é que as pessoas usem uma “máscara de tecido – ou seja, uma máscara não médica” em áreas onde há risco de transmissão.

Globalmente, houve 6,7 milhões de casos confirmados de coronavírus e quase 400 mil mortes desde o início do surto no final do ano passado, segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins.

Qual é a orientação da OMS?

A entidade disse que sua nova orientação foi motivada por estudos concluídos nas últimas semanas. “Estamos aconselhando os governos a encorajar o público em geral a usar uma máscara”, disse Van Kerkhove.

Ao mesmo tempo, a OMS enfatizou que as máscaras faciais eram apenas uma das várias ferramentas que poderiam ser usadas para reduzir o risco de transmissão – e que não deveriam dar às pessoas uma falsa sensação de proteção.

“Máscaras por si só não vão te proteger da covid-19”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

‘Grande mudança’

O editor de ciência da BBC, David Shukman, diz que se trata de uma grande mudança na orientação da OMS. “Durante meses, os especialistas da organização mantiveram a linha que as máscaras encorajariam uma falsa sensação de segurança e privariam os profissionais médicos de equipamentos de proteção muito necessários.”

Ele aponta que esses argumentos não desapareceram, mas que a OMS passou a reconhecer o surgimento de novas evidências a respeito dos riscos de transmissão.

“Portanto, onde o distanciamento não é possível, como em transportes públicos e em locais como lojas, sugere-se que os rostos sejam cobertos com máscaras caseiras para evitar a transmissão do coronavírus”.

Pessoas com mais de 60 anos com doenças pré-existentes devem ir além, disse a OMS, e usar máscaras médicas para se protegerem melhor.

Brasil

No Brasil, o uso de máscaras já é parte de recomendações ou exigências de prefeituras e governos estaduais, como recurso de prevenção contra a covid-19.

Até esta sexta-feira (5), o Brasil registrava um total de 35.026 mortes e 645.771 casos de covid-19 desde a chegada do coronavírus ao país. Destes números, 1.005 mortes e 30.830 casos foram registrados apenas nas últimas 24 horas.

A divulgação dos dados sobre a covid-19 no país passou por contratempos e mudanças nesta semana, enquanto o número de mortes no país chegava a números recordes. Normalmente, os dados eram enviados à imprensa por volta das 19h. Na quarta-feira (3), foi enviada uma mensagem a jornalistas afirmando que, por “problemas técnicos”, as informações seriam enviadas “excepcionalmente” às 22h.

Perguntado sobre alterações no horário de divulgação, Bolsonaro brincou com o horário do Jornal Nacional, da TV Globo, normalmente exibido por volta de 20h30. “Acabou matéria no Jornal Nacional?”, disse, rindo.

Bolsonaro disse que pode retirar o Brasil da OMS se continuar na instituição o que ele chamou de “viés ideológico”. Bolsonaro, que inicialmente disse que o vírus era uma “gripezinha”, criticou as políticas de bloqueio recomendadas pela agência para combater a propagação da doença.

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