Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 7 de julho de 2018
Sob a regência do Maestro Evandro Matté, a Orquestra de Câmara Theatro São Pedrorecebe um dos pianistas mais prestigiados da atualidade. Nelson Freire que já esteve no Theatro São Pedro algumas vezes, volta neste ano para prestar sua homenagem a Eva Sopher com o Concerto Nº 2 em Fá menor de Frédéric François Chopin, uma das obras preferidas de Dona Eva. O concerto inicia com a interpretação da Abertura da ópera “As bodas de Fígaro” e a Sinfonia Nº 40 de Wolfgang Amadeus Mozart pela OCTSP, que após um breve intervalo, acompanha Nelson Freire em sua interpretação de Chopin.
No domingo, o concerto tem início às 18h e na segunda-feira, às 20h.
Nelson Freire
Nascido numa pequena cidade do interior de Minas, Nelson Freire é hoje um artista universalmente consagrado, recebedor de honrarias em muitos países do mundo, convidado a tocar nas melhores salas de concerto, com as orquestras mais prestigiosas e os regentes mais em evidência.
As pompas do mundo, contudo, não alteraram o caráter do menino nativo de Boa Esperança, transplantado para o Rio de Janeiro com apenas cinco anos de idade. Sua família, impressionada pelos sinais de talento do seu caçula, mudou-se em peso para a grande cidade em busca das melhores condições de ensino musical. E assim ocorreu. Orientado por duas mestras de nível superlativo, a gaúcha Nise Obino e a paulista Lúcia Branco, aos quatorze anos de idade já podia ser considerado um grande mestre do piano.
Seu grande début se deu aos 23 anos, numa apresentação em Londres considerada pela crítica como sensacional. O crítico do Times chama-o então “o jovem leão do teclado”. Um ano mais tarde estreia em Nova York com a Orquestra Filarmônica, concerto que lhe valeu o comentário da revista Time: “um dos maiores pianistas dessa ou de qualquer outra geração”.
A partir de então, ao longo de cinco décadas e com atuações em cerca de 70 países, Nelson Freire se tornou uma estrela de máxima grandeza no cenário internacional.
Apresentou-se com os regentes de maior prestígio como Valery Gergiev, Riccardo Chailly, Yuri Temirkanov, Seiji Osawa, Charles Dutoit, André Previn, Pierre Boulez, Lorin Maazel, Kurt Masur, Eugen Jochum, Rudolf Kempe, Rafael Kubelik e Sir Colin Davis com as orquestras Filarmônicas de Berlim, Londres, Nova York e Israel, a Concertgebouw de Amsterdam, a Gewandhaus de Leipzig, as Sinfônicas de Paris, Nacional da França, Munique, Tóquio, São Petersburgo, Boston, Chicago e Viena.
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