Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 17 de janeiro de 2016
O setor mais eficiente e competitivo da economia brasileira, o agronegócio, mais uma vez compensou as fraquezas da indústria manufatureira e sustentou o comércio exterior do País. A participação do agronegócio no total das exportações brasileiras aumentou de 43% em 2014 para 46,2% em 2015.
Apesar dos preços em queda no mercado internacional, os exportadores de produtos agropecuários acumularam em 2015 um superávit comercial de 75,15 bilhões de dólares, 6,22% menor que em 2014, mas suficiente para compensar com folga o déficit contabilizado por outros segmentos.
O País fechou as contas do comércio geral de mercadorias com um superávit de 19,68 bilhões de dólares. Um ano antes o resultado tinha sido um buraco de 4,05 bilhões de dólares. Esse ajuste de mais de 15 bilhões de dólares na balança comercial é atribuível à redução do total das importações e ao poder de competição do agronegócio. O valor das importações totais no ano passado, de 171,45 bilhões de dólares, foi 24,28% menor que o de 2014. O valor exportado, de 191,13 bilhões de dólares, também foi menor, mas a diferença foi de 14,7%.
A diminuição das compras de bens estrangeiros é explicável pela contração da demanda interna e pela alta do dólar. Encolheram as compras de produtos de consumo e as de máquinas, equipamentos, matérias-primas e bens intermediários.
O volume exportado aumentou em 2015, mas o total faturado diminuiu de 96,75 bilhões de dólares para 88,22 bilhões de dólares. (AE)
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