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Mundo A partir desta segunda os Estados Unidos ampliam o veto a viagens para a Grã-Bretanha e a Irlanda

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Ficar em casa, não trabalhar doente e evitar reuniões e eventos com mais de 10 pessoas são as principais recomendações. (Foto: Reprodução)

O governo dos Estados Unidos está expandindo para a Grã-Bretanha e a Irlanda uma proibição a viagens estabelecida para boa parte dos países europeus, em medida que vista conter a disseminação do coronavírus pelo mundo, disseram à Reuters representantes de companhias aéreas e do governo norte-americano.

O presidente norte-americano, Donald Trump, havia originalmente deixado Grã-Bretanha e Irlanda de fora de uma proibição por 30 dias à entrada de viajantes de 26 países europeus. Os Estados Unidos já têm mil casos confirmados da Covid-19.

O veto anterior entrou em vigor à meia-noite da sexta-feira. Mais de 800 pessoas na Grã-Bretanha testaram positivo para o vírus e mais de 20 morreram devido ao Covid-19.

Na quinta, os dirigentes da União Europeia (UE) criticaram nesta quinta-feira a decisão “unilateral” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de proibir a chegada de todos os voos procedentes da Europa para prevenir a propagação do coronavírus.

“A UE desaprova o fato de que a proibição de viajar tenha sido adotada unilateralmente e sem consulta”, diz uma declaração da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do chefe do Conselho Europeu, Charles Michel.

As autoridades europeias indicaram que a UE “está adotando medidas enérgicas para limitar a propagação do vírus” e “uma crise mundial não limitada a nenhum continente que requer cooperação em lugar de uma ação unilateral”.

American Airlines

Após o presidente Donald Trump proibir a entrada de europeus no país, a American Airlines anunciou que vai cortar 75% dos seus voos internacionais, incluindo as rotas entre Brasil e Estados Unidos.

O anúncio da companhia ocorre em meio ao maior apagão aéreo da história, provocado pela crise do coronavírus. Nas próximas quatro semanas, 6.747 voos e cerca de 2 milhões de assentos devem ser afetados, segundo a consultoria britânica OAG .

A suspensão da American Airlines atinge os aeroportos de Brasília, Guarulhos, Manaus e Galeão e está prevista para durar até maio. Entre as rotas cortadas estão as de Miami e Nova York para Rio de Janeiro e São Paulo.

Em pronunciamento na noite de quarta-feira (11), Trump afirmou que iria suspender por 30 dias, a partir da sexta-feira, as viagens com destino aos Estados Unidos que partam da zona Schengen (que reúne 26 países europeus) como medida contra a pandemia do coronavírus. No sábado (14), o governo americano acrescentou o Reino Unido e a Irlanda na lista de suspensão de voos.

Com essas restrições, empresas de aviação britânicas pediram ajuda ao governo para sobreviver à crise.

“O tempo para agir é agora”, disse a Airlines UK, uma associação de empresas de aviação com operações no Reino Unido, cujos membros incluem British Airways, Virgin Atlantic, Norwegian e Ryanair.

“Nós estamos falando sobre o futuro da aviação no Reino Unido —uma de nossas indústrias de classe mundial —e, a menos que o governo se organize, quem sabe o que restará dela assim que sairmos dessa bagunça”, acrescentou.

O impacto da pandemia no setor aéreo começa a ganhar números concretos neste fim de semana. Empresas como Air France e a holandesa KLM pretendem cortas vagas temporariamente, além de suspender voos.

A Air France deve colocar em lay-off (suspensão temporária de trabalho) até 80% de seus 40 mil funcionários e a KLM, sócia holandesa da Air France, planeja cortar 2.000 vagas temporárias e suspender 40% de suas linhas áreas.

Na Escandinávia, onde Noruega e Dinamarca também se fecharam para a entrada de estrangeiros, a SAS anunciou que colocará 90% de seus funcionários em lay-off a partir desta segunda (16). Cerca de 10 mil trabalhadores terão seu trabalho suspenso.

Além dos voos para o Brasil, a American Airlines também suspendeu suas atividades em outros países da América Latina, como Peru, Chile, Colômbia e Equador.

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