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A partir deste ano, todos os celulares da Samsung terão inteligência artificial

A inteligência artificial (IA) está no centro da estratégia da Samsung para todos os seus eletrônicos, de celulares a televisores. (Foto: Divulgação)

A inteligência artificial (IA) está no centro da estratégia da Samsung para todos os seus eletrônicos, de celulares a televisores. Neste ano, a companhia sul-coreana almeja dobrar o número de smartphones que oferecem a Galaxy AI, usada hoje para tarefas como edição de fotos, melhoria de textos, tradução simultânea e transcrição de áudios.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, HS Jo, presidente e CEO da Samsung para a América Latina, diz que o plano para tornar a IA mais acessível é oferecer o que antes estava restrito a celulares mais caros a todo o portfólio a partir deste ano.

“No ano passado, ultrapassamos 400 milhões de dispositivos com a Galaxy AI globalmente. Para este ano, estamos com o objetivo de atingir o dobro, o que significa mais de 800 milhões de dispositivos. Estimamos 50 milhões de usuários da Galaxy AI na América Latina, e no Brasil aproximadamente 20 milhões”, afirma HS Jo.

A empresa prepara o lançamento do Galaxy S26, smartphone que chegará ao mercado brasileiro no fim de fevereiro. O aparelho deve ter novas funcionalidades de IA, que agora passará a ser uma infraestrutura para diversos recursos no sistema operacional. A proposta é tornar o uso da tecnologia como algo simples e com aplicações práticas na rotina. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.

– Qual é a visão da empresa para a inteligência artificial? “No ano passado, com o Galaxy S25, nós integramos e estruturamos a IA com foco em escala, apresentando três pilares claros: agente de IA, plataforma aberta e personalização. No nosso próximo lançamento de smartphone, que chega ao mercado no final de fevereiro, avançamos para uma visão de infraestrutura de IA móvel, indo além de funções isoladas. Para isso, priorizamos três princípios: alcance, abertura e confiança – porque a Samsung está evoluindo em direção ao agente de IA, pensada para ser usada de forma natural no dia a dia. Esse é o objetivo do lançamento do fim do mês. Também já levamos IA para TVs e eletrodomésticos e, olhando para o futuro, estamos trabalhando em aplicações físicas da IA. Em outras palavras, robótica.

– Os agentes de IA também fazem parte da estratégia da empresa?Sim. Em 2026, teremos agentes personalizados capazes de entender a intenção do usuário e agir de forma proativa. Eles não apenas oferecem respostas, mas executam tarefas completas, organizam rotinas e priorizam o que é importante, sem exigir comandos técnicos ou intervenção constante. Esse movimento representa a transição da IA baseada em comandos para uma IA que conduz ações até a conclusão.”

– Quantos usuários a IA da Samsung tem hoje?No ano passado, ultrapassamos 400 milhões de dispositivos com Galaxy AI globalmente. Para este ano, temos o objetivo de dobrar esse número, chegando a mais de 800 milhões de dispositivos. Estimamos cerca de 50 milhões de usuários de Galaxy AI na América Latina e, no Brasil, aproximadamente 20 milhões. A partir deste ano, todos os novos smartphones terão a experiência de IA da Samsung, seguindo nossa missão de democratização da IA. Nossa abordagem é híbrida, combinando soluções próprias com parceiros, como o Google Gemini.”

– A IA da Samsung sempre será gratuita ou há planos para serviços pagos?Os recursos básicos de IA são oferecidos como um serviço gratuito. No entanto, no futuro, funcionalidades avançadas ou novas experiências de IA podem ser disponibilizadas por meio de taxa ou modelo de assinatura, acompanhando a evolução do valor entregue ao usuário.”

– Como o sr. vê o futuro do celular com a nova realidade da IA?Estamos construindo uma infraestrutura de IA para dispositivos móveis, com experiências pensadas para o uso cotidiano. Nos smartphones, continuamos a desenvolver diferentes formatos para atender às demandas dos consumidores. A ideia é que a IA reduza etapas e torne as interações mais naturais, deslocando a complexidade para o sistema, não para o usuário.”

– A escassez global de chips de memória, muito usados para processamento de IA, preocupa a indústria. Como a Samsung lida com isso?O custo dos chips de memória impacta primeiro os dispositivos móveis e, depois, também outras categorias, como TVs. Nesse cenário, a Samsung trabalha em colaboração com parceiros-chave para manter um fornecimento estável, preservar a experiência do usuário e buscar condições de custo mais equilibradas. O preço inicial não é o único fator relevante – o custo total de propriedade ao longo do ciclo de uso do produto é igualmente importante. Por isso, oferecemos até sete anos de atualizações de sistema e programas de troca que ajudam a reduzir barreiras de entrada. Ainda assim, o aumento de custos decorrente do cenário global de memória é, em grande parte, inevitável para toda a indústria.”

– Qual é a importância do mercado brasileiro na estratégia global da Samsung? “O Brasil é o terceiro maior mercado da Samsung, depois de Estados Unidos e Índia, o que reforça a relevância estratégica do País. Por isso, investimos não apenas em fábricas, mas também em pesquisa e desenvolvimento, design e estrutura comercial, construindo uma cadeia de valor completa localmente e refletindo a importância do Brasil dentro da operação global.As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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