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Brasil A pequisa do Ibope diz que Bolsonaro é o candidato mais rejeitado entre as mulheres e Fernando Haddad o mais rejeitado entre os homens

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Os candidatos do PSL e do PT se enfrentarão nas urnas no dia 28 de outubro. (Foto: EBC)

Se o candidato ao Palácio do Planalto Fernando Haddad absorveu rapidamente o chamado “espólio” de votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao defini-lo como seu substituto na chapa do PT, também é verdade que o ex-prefeito de São Paulo, já mais conhecido pelo Brasil, vê agora a sua rejeição aumentar 11 pontos percentuais em uma semana.

Ele alcançou 38%, maior que a última registrada do correligionário. A pesquisa Ibope divulgada nessa segunda-feira mostra que a fatia de mulheres que diz não votar no petista “de jeito nenhum” cresceu 13 pontos. Ele também é o mais rejeitado entre os homens, ao subir de 35% para 43%.

Jair Bolsonaro (PSL), porém, ainda é o que mais afugenta eleitores, de um modo geral (44% do total). Entre o segmento feminino, o deputado e ex-militar oscilou a 51% de rejeição e, entre os homens, manteve 35% desde o último dia 26. Ele e o petista lideram as intenções de voto para o primeiro turno.

Regiões do País

O “não” a Haddad foi impulsionado pela alta do índice entre eleitores da Região Sudeste (12 pontos a mais, 43%), votantes brancos (nove pontos a mais, 47%), pretos e pardos (de 26% a 33%). Também contribuíram os eleitores mais velhos (55 anos ou mais), mais ricos (acima de 5 salários-mínimos) e com Ensino Superior, em cujas faixas houve aumento de 14 pontos percentuais até 39%, 58% e 54% de rejeição.

Já a candidata Marina Silva (Rede) é a terceira mais citada (25%) e Geraldo Alckmin (PSDB) o quarto (19%), empatado tecnicamente com Ciro Gomes (PDT). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Apenas 2% dos entrevistados disseram que poderiam votar em qualquer um dos candidatos a presidente.

Faixa etária e escolaridade

Na faixa de eleitores de 16 a 24 anos, Bolsonaro é o mais rejeitado: oscilou de 52% para 53% de rejeição. O “não” a Haddad, por sua vez, subiu oito pontos até 31% entre eles. O ex-militar manteve 45% entre os votantes de 25 a 34 anos, enquanto o petista foi de 31% a 39%.

O ex-prefeito paulistano, por sua vez, ainda teve aumento de dez pontos percentuais no índice entre eleitores de 35 a 44 anos, frente ao decréscimo de três pontos do adversário no segmento.
Haddad é o mais rejeitado entre os mais velhos: subiu 15 pontos, a 42%, entre eleitores de 45 a 54 anos e 14 pontos, a 39%, entre os de 55 anos ou mais. Bolsonaro, respectivamente, oscilou um ponto positivo até 41% e dois negativos a 38%.

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