Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 12 de junho de 2018
A Petrobras anunciou uma redução de 1,05% no preço da gasolina comercializada nas refinarias. Com o reajuste, o litro da gasolina nas refinarias passará de R$ 1,9873 para R$ 1,9664 a partir desta quarta-feira (13). No sábado, o preço da gasolina nas refinarias tinha sido elevado em 1,8%, após uma série de 4 quedas consecutivas. No mês de junho já foram anunciadas 5 quedas e 2 altas no preço da gasolina.
Em 30 dias, a alta acumulada é de 1,73%. Desde o dia 8 de fevereiro, quando a Petrobras começou a divulgar os preços de referência nas refinarias, o avanço é de 25%.
Já o preço do diesel segue congelador em R$ 2,0316, conforme ficou estabelecido pelo programa de subvenção ao combustível anunciado pelo governo, que prevê redução de R$ 0,46 no preço do diesel por 60 dias.
Política de preços dos combustíveis
A Petrobras adota novo formato na política de ajuste de preços desde 3 de julho do ano passado. Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior periodicidade, inclusive diariamente, refletindo as variações do petróleo e derivados no mercado internacional, e também do dólar.
Desde o início da nova metodologia, o preço da gasolina nas refinarias acumula alta de 49,68% e, o do diesel, valorização de 49,92%, segundo o Valor Online.
O repasse dos preços cobrados nas refinarias para as bombas depende das distribuidoras e dos donos dos postos.
Levantamento semanal divulgado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis) mostra que o preço médio do diesel recuou 35 centavos nos postos na última semana, para R$ 3,482. Já o valor médio da gasolina ficou praticamente estável, passando de R$ 4,614 para R$ 4,603 na semana.
Cortes não chegam
Na primeira semana após a concessão de subsídios ao óleo diesel, em quatro Estados brasileiros e no Distrito Federal o preço do combustível permaneceu mais alto do que antes da greve dos caminhoneiros. Em outros seis, o preço caiu menos de R$ 0,10.
Em acordo com os caminhoneiros, o governo Michel Temer concedeu subsídio de R$ 0,30 ao preço do diesel nas refinarias e importações e reduziu impostos, com a promessa de cortar o preço na bomba em R$ 0,46 por litro.
Na média nacional, porém, a queda foi de apenas R$ 0,11 na comparação com a semana anterior à da paralisação dos caminhoneiros, de acordo com a pesquisa semanal de preços da ANP.
Depois do início da paralisação, que causou grave crise de desabastecimento, a pesquisa mostrou que os preços dispararam.
O governo definiu que a data de referência para fiscalizar os repasses é o dia 21 de maio, dia em que a paralisação dos caminhoneiros começou em todo o País.
A Fecombustíveis (Federação do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes), porém, contesta os resultados e diz que a pesquisa da ANP tem problemas na coleta dos dados.
As distribuidoras disseram que a recomendação é repassar o desconto de forma integral.
A pesquisa de preços da ANP mostra que, em Pernambuco, Acre, Alagoas e Maranhão, o diesel ainda está mais caro do que antes da paralisação.
Em outros seis Estados —Bahia, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Roraima e Tocantins— a redução com relação ao valor vigente antes da greve dos caminhoneiros é menor do que R$ 0,10 por litro. Na Paraíba, foi de apenas R$ 0,01.
No período, as maiores quedas registradas pela ANP ocorreram no Amapá (R$ 0,25 por litro) e em Sergipe (R$ 0,25 por litro). Em São Paulo, a redução média no preço do diesel foi de R$ 0,12 por litro.
O governo reconheceu que os repasses não chegariam a R$ 0,46 em um primeiro momento, limitando-se ao máximo de R$ 0,41 por litro. O restante dependeria de renovação de estoques dos postos e corte de impostos estaduais.
Nesta segunda-feira (11), os governos de Alagoas, Paraíba e Tocantins anunciaram redução no preço de referência usado para o cálculo do ICMS sobre o diesel. Se juntam, assim, a São Paulo e Espírito Santo.
No Rio, o governo Luiz Fernando Pezão aumentou o preço de referência no fim do mês, mas na semana passada sancionou lei reduzindo de 16% para 12% a alíquota do ICMS.
O presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda, disse que já apresentou à agência reclamação sobre a coleta de dados para a pesquisa. Ele questiona a regularidade das visitas aos postos.
A coleta dos dados é feita por empresa contratada pela agência em 459 municípios, geralmente de segunda a quarta, todas as semanas. Os resultados são divulgados às sextas.
Miranda reclama ainda da data fixada pelo governo como referência para a fiscalização, dizendo que os postos ainda não tinham repassado aumentos promovidos pela Petrobras no preço do combustível no fim da semana anterior.
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