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Economia A Petrobras aumenta o preço do gás de cozinha em 5% para as distribuidoras

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Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a aprovação da lei deve gerar cerca de 4,3 milhões de empregos nos próximos anos. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A Petrobras vai aumentar o preço médio de venda do gás liquefeito de petróleo (GLP) em 5% para as distribuidoras nesta sexta-feira (2). O valor passará a ser de R$ 3,21 por quilo, com um aumento médio de R$ 0,15 por quilo, valendo tanto para o uso em indústrias quanto para o uso doméstico. O aumento foi confirmado pela estatal.

Esse é 4º reajuste realizado pela petrolífera desde o início do ano. Segundo a companhia, em nota enviada ao CNN Brasil Business, “os preços praticados pela Petrobras têm como referência os preços de paridade de importação e, dessa maneira, acompanham as variações do valor do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio, para cima e para baixo”.

O último reajuste realizado pela Petrobras foi em 1º de março, o que deixou o preço do botijão de gás de cozinha praticamente estável em R$ 83,25, frente à média de R$ 83,18 uma semana antes. O valor mais alto da história do combustível foi encontrado na região Centro-Oeste, a R$ 120,00, mesmo após os impostos federais serem zerados para o botijão de 13 quilos de GLP.

“Os valores praticados nas refinarias pela Petrobras são diferentes dos percebidos pelo consumidor final no varejo. Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para envase pelas distribuidoras, além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores”, explica a Petrobras.

Em declaração recente, a companhia afirmou que “os impostos do gás de cozinha e do diesel já estão sendo zerados na hora da compra nas refinarias”.

Efeitos da pandemia

A pandemia da Covid-19 tem aumentado o consumo do gás de cozinha pelos brasileiros. Em 2020, a alta foi de 5% no consumo do botijão de 13 Kg em relação ao ano anterior. Já o consumo de GLP industrial teve queda de 2,3%.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) projeta alta de 1,7% ao ano para a demanda de GLP até 2030, substituindo o uso de lenha e carvão nas áreas rurais, enquanto nos centros urbanos o GLP perde espaço para o gás natural encanado. Em uma década (2021 -2020), o consumo de GLP subiu 8,8%, de acordo com dados da ANP.

Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), o Brasil possui 19 distribuidoras de GLP, sendo que quatro empresas detém 80% do mercado: Ultragaz (23%); Liquigás (21%); Supergasbras (20%) e Nacional Gás (18%). As informações são da CNN Brasil e do jornal O Estado de S. Paulo.

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