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Brasil A Pfizer planeja entrega de vacinas ao Brasil em até três meses

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Coreia do Sul diz que ataques cibernéticos visam lucrar com a venda das informações. (Foto: Reprodução)

Ainda sem uma definição concreta do Plano Nacional de Imunização (PNI), a farmacêutica Pfizer prevê que a entrega de vacinas contra a covid-19 para o Brasil aconteça em até três meses. A projeção é da diretora médica da empresa no País, Márjori Dulcine, que, em entrevista à CNN Brasil, afirmou que a farmacêutica trabalha “para trazer o mais rápido possível” as doses do imunizante ao Brasil.

“Muito desse cronograma ainda está sendo discutindo entre o grupo do Plano Nacional de Imunização e a Pfizer”, disse Márjori. “Daqui até junho, nos próximos dois ou três meses, esperamos trazer [a vacina]. Não tenho exatamente a quantidade [de doses] nem em que mês, por conta de documentos e autorizações necessárias para importação”, detalhou.

A médica ressaltou que estudos realizados em laboratório já atestaram a eficácia do imunizante produzido em parceria com a BioNTech contra as variantes britânica, brasileira e sul-africana do coronavírus. “No caso das variantes do Brasil e Reino Unido, tivemos resposta robusta da vacina. Contra a variante sul-africana, ela apresentou capacidade de neutralização um pouco mais baixa, mas ainda assim eficaz.”

Sputnik V

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reuniu neste terça-feira (23) com a União Química, que irá fabricar a Sputnik V no Brasil, e o Instituto Gamaleya, desenvolvedor da vacina na Rússia. O encontro virtual tratou sobre informações pendentes sobre o imunizante antes de um pedido de uso emergencial.

Segundo a agência, a reunião durou 5 horas e “abordou pontos críticos identificados” nos documentos e informações já passados pelo laboratório. Entre algumas questões em aberto e não recebidas pela Anvisa, estão detalhes sobre “caracterização, produção e controle de qualidade da vacina”.

“Algumas das questões foram esclarecidas, outros pontos técnicos permanecem pendentes do envio de informações completas pelo laboratório Gamaleya, da Rússia. Os representantes da União Química presentes na reunião afirmaram que os dados serão providenciados antes que o laboratório venha a solicitar o uso emergencial da vacina”, disse a reguladora em nota divulgada nesta terça.

A Anvisa informou, ainda, que precisa ter acesso aos dados brutos dos testes da vacina. As informações são requisito para o pedido de uso emergencial no País, assim como na Agência Europeia de Medicamentos e na FDA, nos Estados Unidos, agências reguladoras similares à brasileira.

“O acesso ao banco de dados dos estudos clínicos faz parte da avaliação da Anvisa para possibilitar melhor entendimento sobre como os dados clínicos foram gerados e analisados”, apontou a Anvisa.

O Ministério da Saúde informou que fechou acordo com a União Química para a entrega da Sputnik V. Segundo o cronograma mais recente das doses previstas para 2021, serão 10 milhões de doses até 31 de junho – 400 mil em abril, 2 milhões em maio e 7,6 milhões em junho.

Redução 

O Ministério da Saúde reduziu a previsão de vacinas contra a covid-19 que serão entregues pelos fabricantes no próximo mês, de acordo com novo cronograma disponível na plataforma “Localiza SUS”.

O governo previa na versão anterior do documento, de 15 de março, que seriam repassadas 57.179.258 doses até 30 de abril. Agora, em arquivo de 19 de março, a previsão caiu para 47.329.258.

Com a mudança, o ministério indica que o Brasil receberá 9,85 milhões de doses a menos no próximo mês.

O que muda na previsão:

— Retirada da previsão de 1 milhão de doses da Pfizer para até 30 de abril.

— Redução de 8,85 milhões de doses da vacina de Oxford produzidas.

O governo continuou com a previsão total de entrega de 38.097.600 para março, com prazo até a próxima quarta-feira (31). Entre essas doses, 8 milhões são da vacina da Bharat Biotech, a Covaxin, que ainda não apresentou pedido de uso emergencial à Anvisa. O prazo está bastante apertado, já que a reguladora exige 10 dias para a avaliação dos documentos.

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