Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 10 de março de 2019
A Polícia Civil de Caxias do Sul desarticulou uma organização criminosa responsável pelo roubo e envio de veículos para outros Estados. Os crimes eram realizados em diferentes regiões gaúchas, principalmente na Serra.
Segundo as investigações, a quadrilha escolhia as vítimas por meio de sites de venda, demonstrando interesse em adquirir os veículos. Elas eram então atraídas para locais que funcionavam como “armadilhas”, onde eram rendidas e mantidas em cativeiros até que os veículos chegassem ao destino pretendido pelos criminosos.
O esquema chegou ao fim quando o grupo havia feito duas novas vítimas, oriundas da cidade de Santa Maria e que haviam anunciado um trator marca Case em uma página na internet. Ao chegarem à cidade de Farroupilha, os proprietários foram colocados em um carro por dois dos criminosos armados e levados até um esconderijo no distrito de Ana Rech (Caxias do Sul).
As vítimas permaneceram sob cárcere privado por mais de 24 horas, enquanto dois comparsas assumiam o volante do caminhão que transportava o veículo agrícola.
Cativeiro
Após receber informações sobre a ocorrência em andamento, o delegado Adriano Linhares e sua equipe percorreram diversos locais na colônia, até localizar o cativeiro, onde encontrou o CRLV (certificado de registro e licenciamento de veículo) do trator roubado. As vítimas e os criminosos, porém, já não se encontravam mais no local.
A equipe da Polícia Civil identificou dois integrantes do grupo e, após buscas na região, conseguiu prendê-los. Reconhecidos pelas vítimas como participantes do roubo, eles possuíam um aparelho bloqueador de sinal e um equipamento conhecido como “raquete”, utilizado para verificar se os veículos roubados possuem dispositivo de GPS.
Horas depois, os agentes localizaram e prenderam um terceiro integrante da organização criminosa, de 26 anos, que possuía em sua posse dois aparelhos celulares e um cordão de ouro roubados das vítimas, além de um rádio HT, touca-ninja e outros objetos.
De acordo com o delegado Linhares, foram aproximadamente 50 horas de diligências ininterruptas, até que os integrantes do grupo fossem presos, sem que houvesse dano à integridade física das vítimas. Enquanto isso, prosseguem as investigações para conhecimento e responsabilização dos demais integrantes da quadrilha.
Marcello Campos
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