Quarta-feira, 03 de Junho de 2020

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Capa – Caderno 1 Polícia Civil deflagra operação de combate a quadrilha que extorquia e expulsava moradores de condomínios em Pelotas

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Delegados definiram a ação como a maior já realizada no Sul do Estado. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Na manhã dessa terça-feira, a Polícia Civil, por meio da Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), deflagrou a operação “Hermanos”. O alvo foi uma organização criminosa que extorquia e ameaçava pessoas em condomínios residenciais na periferia de Pelotas, inclusive expulsando moradores.

Aproximadamente 600 agentes da corporação, com o apoio da BM (Brigada Militar), cumpriram dois mandados coletivos em dois condomínios de apartamentos, totalizando assim quase 500 ações de busca e apreensão. Foram recolhidos 10 quilos de maconha, três armas-de-fogo e duas motocicletas com numeração raspada.

Além disso, 18 indivíduos foram conduzidos à delegacia, para que fossem analisados os seus graus de envolvimento com o grupo criminoso.

De acordo com o delegado Rafael Lopes, as investigações, que muitos apartamentos serviam como esconderijos de foragidos e depósitos clandestinos de armas. “O grupo ameaçava e extorquia os moradores, muitas vezes forçando-os a deixarem seus imóveis”, reiterou.

Já o diretor da 18ª Delegacia de Polícia Regional de Pelotas, Márcio Steffens, ressaltou que a ofensiva dessa terça-feira pode ser considerada a maior ação policial já implementada no Sul do Estado.

A Chefe de Polícia, delegada Nadine Anflor, destacou por sua vez que, além do perfil repressivo, a Operação Hermanos possui um caráter social, já que inclui entre os seus objetivos a devolução dos condomínios aos seus moradores de direito, que representam a maioria das pessoas ali instaladas.

A operação também contou com o apoio dos cães farejadores do Denarc (Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico). Também foi utilizado um helicóptero da Polícia Civil para cobertura aérea aos trabalhos de busca.

“Cabeça de Papel”

Já nos municípios de Tavares e Mostardas, a Polícia Civil deflagrou a operação “Cabeça de Papel”, contra uma facção criminosa envolvida em homicídio, disparo de arma-de-fogo e incêndio. Os crimes foram cometidos em fevereiro.

Conforme o delegado Andre Lorbiecki, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão. “Um outro indivíduo foi autuado em flagrante por posse ilegal de duas armas com silenciador e mais de 100 cartuchos de três calibres diferentes”, detalhou. Na ação, também foram lavrados dois termos circunstanciados contra duas pessoas, por posse de drogas.

(Marcello Campos)

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