Domingo, 29 de Março de 2020

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Notícias A Polícia Civil prendeu dois jovens que traficavam drogas próximo a uma escola na Região Metropolitana de Porto Alegre

Dupla foi abordada após monitoramento de uma casa em Canoas. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Agentes da 2ª Delegacia de Policia de Canoas prenderam flagrante dois jovens, de 19 e 21 anos, por tráfico de drogas e associação ao tráfico. Eles vendiam maconha e outros entorpecentes a cerca de 10 metros de uma escola no bairro Guajuviras. A ação foi deflagrada no âmbito da operação “Anjos da Lei”, que tem como foco esse tipo de crime nas proximidades de instituições de ensino.

Coordenados pelo delegado Rodrigo Caldas, os policiais chegou ao local após denúncias sobre o funcionamento de um ponto de tráfico em uma residência na Rua Três. Investigadores que vinham acompanhando a movimentação na área acabaram abordando um usuário que deixava a residência com uma porção da erva.

O passo seguinte foi a abordagem dos traficantes, com os quais haviam mais drogas, já embaladas para venda, além de dinheiro em notas trocadas, algo comum nesse tipo de crime. No site oficial da Polícia Civil gaúcha, Rodrigo Caldas destacou, reiterado pelo colega Mário Souza, diretor da 2ª DPRM (Delegacia de Polícia Regional Metropolitana):

“A Polícia Judiciária atua em diversas frentes e com inúmeras ferramentas. Já cientes do grande e notório tráfico no local, as informações fornecidas por moradores locais e o monitoramento discreto da atividade criminosa foram cruciais para o sucesso das prisões. Esse tipo de crime nas proximidades de escolas é ainda mais negativo, exigindo atuação enérgica do poder público”.

Cigarros clandestinos

Também em Canoas, investigações levaram agentes da Draco (Delegacia de Polícia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), que tem como titular Thiago Lacerda, a estourarem o depósito de uma fábrica clandestina de cigarros no bairro Niterói. Segundo a Polícia Civil, foram apreendidas ao menos 25 toneladas de fumo, além de filtros, selos, embalagens e outros itens.

“As investigações continuam e outros desdobramentos poderão ocorrer nas próximas horas contra essa organização criminosa”, declarou Lacerda. O delegado Mário Souza, da 2ª DPRM, definiu o resultado como “muito representativo contra o crime organizado” e cogita a hipótese de que o produto abasteceria pontos de venda em todo o Rio Grande do Sul, por ambulantes e estabelecimentos comerciais nas periferias das cidades.

Os agentes, entretanto, não encontraram equipamentos no local, que estava sem a presença de pessoas no momento em que foi invadido pelos policiais. Ainda segundo a Draco, os cigarros falsificados costumam ser oferecidos por uma preço mais barato do que os próprios produtos paraguaios, que já têm valores menores que os do produto regular produzido no País. Isso aumenta o apelo do produto junto a determinados consumidores.

Também não está descartada a suspeita de que o depósito de Canoas estivesse algum tipo de ligação com outro, descoberto na zona rural de Montenegro no final do ano passado, com a apreensão de aproximadamente 10 toneladas do produto clandestino. Na ocasião, três envolvidos foram presos no local, onde também trabalhavam em regime de escravidão dez indivíduos do Paraguai.

(Marcello Campos)

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