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Geral A polícia do Rio apreende bazuca capaz de destruir blindados e helicópteros

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Bazuca apreendida no Rio, segundo a Polícia Civil. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informa ter apreendido na manhã de hoje um lança rojão 84 mm, popularmente conhecido como bazuca, durante uma operação contra o tráfico de drogas nas comunidades Parque Florestal e Caixa D’Água, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

A arma, de fabricação sueca, estava escondida em uma casa e foi encontrada por agentes da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), relata a Polícia Civil.

O armamento tinha a inscrição “Tropa do Jogador” e o símbolo CV (Comando Vermelho) — facção que controla o tráfico de drogas na comunidade.

Segundo a polícia, o lança rojão apreendido tem poder para destruir veículos blindados e helicópteros. Ele tem alcance de 2.100 metros, e o projétil tem velocidade inicial de 900 km/h. O armamento pesa 6,7 kg e tem cerca de 1 metro de comprimento.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a ação de hoje nas comunidades foi desencadeada “a partir de informações de inteligência e trabalho de monitoramento”. Um homem foi preso em cumprimento de mandado de prisão, e drogas foram apreendidas.

Número de mortos

A polícia do Rio matou 1.402 pessoas entre janeiro e setembro deste ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 22, pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão do governo estadual. O número representa 18,5% a mais do que as 1.183 mortas no mesmo período do ano passado. O aumento da letalidade policial no Estado tem sido alvo de críticas contra a gestão Wilson Witzel.

Os dados do ISP indicam também que os homicídios dolosos (intencionais) caíram 21% nos nove primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2018. De janeiro a setembro houve 3.025 mortes desse tipo, contra 3.843 no ano passado. Esse é o menor número de vítimas para esse período desde 1991. Na comparação entre os meses de setembro, a redução foi de 19% (308 em 2019 e 382 em 2018), a menor quantidade de vítimas para o mês desde 1991.

O número de crimes violentos letais intencionais (homicídio doloso, roubo seguido de morte e lesão corporal seguida de morte) caiu 20% tanto em relação a setembro de 2018 como se comparado o trimestre (julho, agosto e setembro) com o mesmo período do ano passado.

No acumulado deste ano houve redução de 34% no índice de latrocínios (roubos seguidos de morte) na comparação com os nove primeiros meses de 2018. Com o registro de sete casos em setembro, o número de vítimas chegou a 91 neste ano, 47 a menos do que no mesmo período do ano passado. É a menor quantidade de registros para o mês desde 2012. De janeiro a setembro deste ano, as polícias Civil e Militar apreenderam no Estado 6.588 armas de fogo, entre eles 438 fuzis.

Procurada pela reportagem para se pronunciar sobre o aumento do número de pessoas mortas durante confrontos com agentes de segurança no Rio, a secretaria estadual de Polícia Militar afirmou em nota que “não busca o confronto, mas não pode abdicar de sua missão constitucional de combater o crime organizado, localizar e prender criminosos e apreender armas e drogas”.

“Muitas vezes, os policiais militares são atacados a tiros por criminosos, de posse de armas de guerra, dando início ao confronto.” Segundo a pasta, “nas ações que resultam em mortes, as circunstâncias são investigadas em inquéritos instaurados internamente pela Polícia Militar, que correm sob sigilo, e externamente pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil, ambos com o devido acompanhamento do Ministério Público estadual”.

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