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Brasil “A Polícia Federal é uma instituição com autonomia”, afirma Sérgio Moro

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Moro disse que o ministro da Justiça não tem "qualquer envolvimento em investigações específicas" da PF. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, defendeu as atribuições da PF (Polícia Federal) e do Poder Judiciário, após críticas disparadas contra a realização de buscas e apreensões nos gabinetes do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e do filho dele, o deputado Fernando Coelho (DEM-PE).

“A Polícia Federal é uma instituição com autonomia e suas ações são controladas pela Justiça, não tendo o ministro da Justiça qualquer envolvimento em investigações específicas”, afirmou Moro.

Bezerra Coelho e o filho são investigados por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. Delatores afirmam terem repassado R$ 5,5 milhões em propinas ao pai. A Operação Desintegração foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, chamou a operação de “desarrazoada e desnecessária, em especial pela ausência de contemporaneidade”. Ele disse que vai questionar a ação no Supremo.

A declaração de Moro veio após a defesa de Fernando Bezerra Coelho ter afirmado que a operação era uma retaliação ao senador pela atuação dele contra abusos de órgãos de investigação. “Primeiro, teve uma declaração dele sobre o Moro ser esquecido. Mas, enfim, é uma retaliação no contexto político de tudo que está acontecendo”, disse o advogado de Bezerra, André Callegari.

Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro cobrou do ministro da Justiça informações sobre os motivos da operação da PF que fez buscas e apreensões no gabinete do líder do governo no Senado na quinta-feira (19).

Algumas horas após a ação da PF, Moro foi ao Palácio da Alvorada para uma reunião com o presidente. O encontro não estava previsto na agenda de nenhum dos dois. Pessoas próximas ao ministro afirmam, no entanto, que a conversa com Bolsonaro foi tranquila.

A operação elevou a desconfiança entre o Palácio do Planalto e a PF. A ação contra o líder do governo foi recebida por aliados do presidente como uma reação da Polícia Federal às recentes investidas de Bolsonaro sobre a corporação.

Em ligação ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, Bezerra colocou seu cargo à disposição do presidente. O gaúcho afirmou que a posição do Palácio do Planalto é aguardar os desdobramentos da operação da PF, mas apontou que Bezerra terá que explicar à Justiça sua “vida pregressa”, de quando foi ministro do governo Dilma Rousseff (PT).

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