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Brasil O Sindicato dos Delegados de Polícia Federal do Paraná pede a transferência imediata de Lula

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Condenado a 12 anos e 1 mês, em regime fechado, Lula está preso desde 7 de abril em Curitiba. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O Sindicato dos Delegados de Polícia Federal do Paraná apresentou nesta quarta-feira um ofício ao superintendente da PF (Polícia Federal) no Estado, Maurício Aleixo, em que solicita a transferência imediata do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os delegados pedem que o petista seja transferido para “outro local que possa oferecer condições de segurança e que não traga os transtornos e riscos à população e aos funcionários da Polícia Federal”, segundo nota divulgada pela entidade.

O sindicato defende que o local mais adequado para que o ex-presidente cumpra a sua pena seria uma unidade das Forças Armadas, que possua efetivo e estrutura à altura dos riscos envolvidos. O ex-presidente está preso na sede da PF em Curitiba desde sábado, para cumprir pena de 12 anos e 1 mês de prisão, em regime fechado, após ter tido sua condenação confirmada pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) no caso do triplex do Guarujá (SP).

No pedido, o sindicato argumenta que, além da rotina policial, são realizados atendimentos ao público, dentre eles, emissão de passaportes e questões relacionadas a produtos químicos, segurança privada, armas e emissão de certidões de antecedentes criminais da Polícia Federal.

“Desde que a Justiça Federal determinou que o réu condenado Luiz Inácio Lula da Silva fosse conduzido para a sede da Superintendência Regional da Polícia Federal no Estado do Paraná para cumprimento de sentença penal condenatória, em razão da invasão da região próxima deste prédio de centenas de pessoas ligadas a movimentos sociais e outras facções, por questões de segurança, foi determinado o bloqueio de acessos e demais medidas assecuratórias, causando graves inconvenientes e atrasos nos atendimentos e ações policiais”, argumentam os delegados.

Segundo a entidade, os policiais federais envolvidos na operação de segurança de Lula estão sem poder desenvolver suas atividades policiais normalmente.

De acordo com o presidente do sindicato que representa a categoria, Algacir Mikalovski, um dos delegados associados recebeu ameaças veladas de pessoas que ocupam a região em apoio ao ex-presidente Lula. “A superintendência da Polícia Federal não é local para cumprimento de pena, sobretudo pelas consequências do acesso de pessoas que precisam procurar a Polícia Federal. Todos os policiais federais e demais funcionários que têm acesso ao prédio tem sofrido direta ou indiretamente um grande transtorno e risco a sua própria segurança”, desabafa.

O Sindicato ressalta a presença dos manifestantes e a necessidade de isolar a área em torno do prédio, o que já causou alterações na rotina dos moradores e pessoas que precisam de serviços da PF.

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