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Brasil A Polícia Federal faz operação contra grupo suspeito de fraude em oferta de vacinas

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Material apreendido pela Polícia Federal durante operação contra suspeitos de venda fraudulenta de vacina. (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta quinta-feira (25) uma operação para investigar um grupo suspeito de negociar uma falsa oferta de doses de vacinas contra a Covid-19 ao Ministério da Saúde. Segundo a PF, a investigação, batizada de Taipan, apurou que foram oferecidos ao ministério e também a outros gestores públicos 200 milhões de doses em nome de um grande consórcio farmacêutico.

Agentes foram mobilizados para o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão nos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal do Distrito Federal.

As ações ocorreram nos municípios de Vila Velha-ES (5 mandados) e Paracatu-MG (2 mandados). Foram apreendidos computadores, celulares e documentos. “O material será analisado juntamente como outros dados da investigação que, até o momento, aponta uma tentativa de golpe, sem qualquer perspectiva quanto à efetiva existência e entrega de vacinas”, disse a PF.

Além do Ministério da Saúde, identificou-se que a oferta fraudulenta também era feita a outros gestores públicos.

“As investigações, iniciadas a partir de notícia encaminhada à PF pelo próprio Ministério da Saúde, apontam que ao menos dois indivíduos, por meio de duas empresas, apresentaram credenciais falsas afirmando terem exclusividade para a comercialização do lote de vacinas”, informou a Polícia Federal.

Pela falsa oferta de vacinas, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato em face de entidade pública, associação criminosa, falsificação de documento particular (art. 298, CPB) e falsificação de produto destinado a fins medicinais.

Vacinas da Argentina

Em outro caso, no final do ano passado, a Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão na cidade de Dionísio Cerqueira (SC), expedidos pelo Juízo Federal de Chapecó (SC), com o objetivo de apreender medicamentos (vacinas) oriundos da Argentina, que estavam sendo importados irregularmente e aplicados em residências no município.

Segundo a PF, além de se tratar de importação irregular de medicamentos, havia preocupação com as condições de transporte, armazenagem e aplicação dos produtos. Nos locais das buscas, foram encontradas embalagens e materiais utilizados para a aplicação das vacinas.

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