Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de setembro de 2020
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã dessa quinta-feira (24) a Operação Garrote para investigar suposto desvio de mais de R$ 9 milhões do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de fraudes na contratação de um laboratório pelo município de Magé, na Região Metropolitana do Rio. Segundo a PF, há indícios da participação de pessoas ligadas à Secretaria Municipal de Saúde e também de um vereador, que seria o real proprietário do referido laboratório.
Cerca de 40 policiais federais cumpriram dois mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão, inclusive na Secretaria Municipal de Saúde, no laboratório e em outros endereços vinculados aos investigados. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
A Polícia Federal indicou que as investigações tiveram início em junho de 2020 e foram conduzidas pela Delegacia de Polícia Federal em Niterói, com o apoio do Departamento Nacional de Auditoria do SUS. Na contratação do laboratório investigado foram identificadas irregularidades como direcionamento da escolha do estabelecimento, além de fraudes nos processos de chamamento público e execução.
A ofensiva apura crimes de dispensa ilegal de licitação, fraude em licitação, peculato, falsidade ideológica e organização criminosa. Segundo a Polícia Federal, o nome da operação, Garrote, faz referência à “medida utilizada para estancar sangramentos, em alusão ao encerramento da sangria dos cofres públicos na saúde”.
Também nessa quinta, a PF deflagrou a denominada Operação Crassa, que tem como tem como objetivo desarticular organização criminosa dedicada à exploração e ao comércio ilegais de diamantes extraídos ilegalmente da Terra Indígena Roosevelt, em Rondônia.
Foram cumpridos 53 mandados de busca e apreensão em 7 diferentes Estados da federação e no Distrito Federal, todos expedidos pela 3ª Vara Criminal da Subseção Judiciária de Rondônia. Além das buscas, foi determinado pelo juízo o sequestro de bens imóveis.
Para o cumprimento dos mandados, foi mobilizado um efetivo de cerca de 150 policiais federais, distribuídos entre os Estados de Rondônia, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Roraima, São Paulo e o Distrito Federal.
A investigação teve início em 2018, com a prisão em flagrante de três indivíduos em posse de diversas pedras de diamante, que haviam se deslocado de São Paulo a Rondônia para adquiri-las. Na ocasião, admitiram que os diamantes eram da Reserva Roosevelt.
Durante as investigações, houve êxito na identificação do esquema criminoso, que conta com a participação de garimpeiros, lideranças indígenas, financiadores do garimpo, avaliadores, comerciantes e intermediadores, que estabelecem a conexão entre os fornecedores e o mercado consumidor nacional e internacional.
Dentre os crimes investigados estão organização criminosa, usurpação de bens da União e lavagem de dinheiro.
O termo Crassa remete ao estado bruto dos diamantes, tendo sido identificado no início das investigações a referência Bruto ao lado dos contatos relacionados a garimpeiros e intermediários do comércio ilegal do mineral na agenda dos indivíduos presos em flagrante.
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