Sexta-feira, 03 de Julho de 2020

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Brasil A Polícia Federal investiga uma ameaça enviada por e-mail à ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Superior Eleitoral

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Magistrada teve a segurança reforçada pela PF. (Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE)

A PF (Polícia Federal) vai investigar uma ameaça enviada por e-mail à presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Rosa Weber. Na mensagem, o autor questiona a atuação da Justiça Eleitoral e a credibilidade do processo de votação por meio de urnas eletrônicas. O caso será conduzido pela diretoria de inteligência da corporação.

O texto diz que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) está eleito e que haverá revolta popular se as urnas não confirmarem o resultado: “A senhora vai ver o povo na rua e os caminhoneiros parando este Brasil até que tenha novas eleições e com voto impresso. Espero que a senhora fique de olho. “É só um aviso, com todo respeito.”

Mensagens intimidatórias para o tribunal e funcionários têm sido comuns, mas o caso chamou atenção por ser o primeiro com Weber como destinatária. Ela já contava atualmente com segurança do STF (Supremo Tribunal Federal), mas a PF decidiu mandar reforços

“Obviamente, isso representa um delito, um crime, e o responsável tem de ser identificado, para que seja legalmente punido”, frisou o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. O comando da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) também se manifestou: em nota, disse que as ameaças são graves e preocupantes e que a apuração do caso deve ser prioritária, com punição exemplar dos responsáveis.

“Fake news”

Em outra frente para proteger o ambiente eleitoral, o conselho sobre internet se reuniu no TSE. Representantes do Ministério Público, especialistas em tecnologia buscam combater as mensagens falsas e a velocidade com que elas circulam entre os eleitores.

Desta vez, eles conversaram com representantes do Whatsapp, que ofereceu ferramentas novas para tentar combater conteúdos falsos e que serão analisadas pelo TSE. Mas, enquanto a discussão técnica avança, para o TSE o mais importante é o eleitor confiar na urna e desconfiar de mensagens antes de espalhar.

Mesários

Nesta semana, o TSE e o governo anunciaram que mesários poderão denunciar crimes eleitorais e problemas nas urnas por um aplicativo de celular.

São eles que vão registrar qualquer defeito ou mau funcionamento nas urnas eletrônicas relatados pelo eleitor na hora do voto. Para isso, precisa acessar o aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, o mesmo que já é usado por qualquer cidadão para denunciar infrações eleitorais, como propaganda irregular e compra de votos. A opção específica para o mesário está sendo desenvolvida: ele (ou o presidente da mesa) vai selecionar a opção “Nova denúncia” e relatar a queixa do eleitor sobre a urna, podendo inserir foto. As informações seguirão imediatamente para o TSE.

“A ideia é que você faça uma transmissão muito rápida, bastante simplificada da ocorrência, para que qualquer eleitor tenha a sua denúncia apurada”, destacou Jungmann. “O ideal é que as pessoas busquem informação no espaço certo, no lugar certo e serenem seu coração. As urnas são muito confiáveis. Para as redes sociais a metodologia consiste em alfabetização midiática, ensinar as pessoas a serem críticas no que recebem.”

“O segundo ponto é o fact-checking, ou seja, as notícias mentirosas serem rapidamente respondidas pelas agências de checagem e o terceiro é o direito de resposta”, disse o vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Medeiros. Aquilo que é ofendido poder propagar no mesmo espaço, com a mesma velocidade, numa contrainformação daquilo que foi dito.”

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