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Brasil A Polícia Federal mira fraude de 40 milhões de reais em contratos do Dnit com uma empresa de tecnologia

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PF apura indícios de desvio milionário no Dnit entre 2012 e 2019. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (3), a “Operação Circuito Fechado”, que apura o suposto desvio de R$ 40.566.248 do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), por meio de “contratações fraudulentas” de uma empresa do ramo de tecnologia. São investigados três contratos firmados entre 2012 e 2019.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de prisão temporária e 44 mandados de busca e apreensão em endereços no Distrito Federal, São Paulo, Goiás e Paraná. Nove pessoas foram presas. Os detidos são: Tiago Schettini Batista – sócio da empresa B2T, Francisco Luiz Guedes Junior – gerente comercial da empresa B2T, Alberto Carvalho Branquinho – ex-funcionário da empresa Microstrategy, Marcus Thadeu de Oliveira Silva – ex-servidor do Dnit, Fausto Emílio de Medeiros Filho – servidor do Dnit, Edy Willian Siqueira de Meneses – servidor do Dnit, Willian da Silva Ferreira – servidor do Dnit, Hélio Zveiter Trigueiro – sócio da empresa Qubo e Rafael Pereira Teles Ferreira – sócio da empresa Qubo.

Em nota, o Dnit informou que os contratos investigados foram suspensos e que colabora com a apuração da polícia. “O Dnit reafirma estar em permanente contato com os órgãos de controle e que pauta sua atuação dentro da legalidade e lisura, respeitando todos os princípios éticos da administração pública.”

Além dessas medidas, a Justiça Federal também determinou o bloqueio de cerca de R$ 40 milhões nas contas dos investigados, bem como o sequestro de seis imóveis e 11 veículos.

Investigação

Esta é a segunda fase da “Operação Gaveteiro”, deflagrada no dia 6 de fevereiro, para apurar o desvio de R$ 50.473.262,80 do Ministério do Trabalho, por meio da contratação irregular dessa mesma empresa.

Após a coleta de provas, a PF constatou um esquema que envolvia empregados e revendedores da empresa. A investigação apontou ainda que o grupo criminoso vendia ferramentas de tecnologia aos órgãos públicos, “sempre por meio de licitações fraudadas”.

Segundo a polícia, servidores públicos atuavam para impedir a habilitação de concorrentes e, assim, favorecer a mesma empresa de tecnologia. “Além de direcionar a contratação, os agentes públicos maximizavam o seu objeto, forjando a necessidade de aquisição de valores milionários em licenças, suporte técnico, consultoria e treinamento”, disse a corporação.

Ainda de acordo com a investigação, empresas simulavam a “disputa” de lances no pregão eletrônico dos órgãos públicos, e vencia a empresa determinada previamente pelo desenvolvedor da ferramenta, dentro de um “circuito fechado” – que deu nome à operação.

Os investigados devem responder pelos crimes de peculato, organização criminosa, lavagem de dinheiro, fraude à licitação, falsificação de documento particular, corrupção ativa e passiva. Se somadas, as penas podem ultrapassar 40 anos de prisão.

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https://www.osul.com.br/a-policia-federal-mira-fraude-de-40-milhoes-de-reais-em-contratos-do-dnit-com-uma-empresa-de-tecnologia/ A Polícia Federal mira fraude de 40 milhões de reais em contratos do Dnit com uma empresa de tecnologia 2020-09-03
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