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Geral A polícia prendeu um estelionatário que se passava por um homem morto há 61 anos para aplicar golpes no Rio Grande do Sul

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O criminoso foi preso em flagrante em Capão do Leão. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

A Polícia Civil prendeu um indivíduo que se passava por um homem morto há 61 anos, irmão de um policial, em Capão do Leão, na Região Sul do RS. O objetivo do criminoso, conforme as investigações, era conseguir créditos em um banco do município. A prisão ocorreu na segunda-feira (28).

Segundo o delegado Sandro Bandeira, “os próprios funcionários da agência bancária estiveram na delegacia de polícia, já suspeitando do homem, e quando passaram o nome que o estelionatário estava utilizando, o policial que os atendia percebeu que se tratava de seu irmão que morreu com 6 meses de idade, há aproximadamente 61 anos”.

O criminoso foi preso em flagrante. Ainda foram encontrados com o estelionatário diversos documentos e cartões bancários de pessoas diferentes e um carro que havia comprado com os documentos do irmão do policial.

O estelionatário disse que ia até o cemitério para escolher os nomes das pessoas que utilizaria os documentos e depois pegava a certidão no registro de pessoas, conforme tinha visto em um programa de televisão.

Golpe em idosos

Em outubro do ano passado, a Polícia Civil deflagrou a Operação 15×21, com o objetivo de combater o crime de estelionato praticado contra idosos em Porto Alegre. Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão no Centro Histórico da Capital gaúcha.

Durante a ação, os agentes da Delegacia de Polícia de Proteção ao Idoso apreenderam computadores, câmeras fotográficas, álbuns de fotografias, livros de contabilidade, materiais de estúdio, documentos e outros objetos. Seis empresas fotográficas eram suspeitas de aplicarem o golpe popularmente conhecido como “book fotográfico” ou “golpe do brinde”, onde mulheres idosas são abordadas em via pública com a oferta de brindes, sendo posteriormente conduzidas a salas comerciais. Nos locais, as vítimas são maquiadas e fotografadas e, para deixarem o local, são coagidas a pagarem valores exorbitantes por serviços de fotografia que não contrataram.

Segundo a delegada Larissa Fajardo, para enganarem as vítimas, os suspeitos utilizam um atrativo falso e conversa amigável para atraí-las aos estúdios fotográficos. “Na etapa da cobrança, a abordagem, contudo, se torna mais ríspida. Na maioria das vezes, um homem efetua a cobrança, exigindo que a vítima mostre qualquer cartão de crédito ou débito que tenha consigo. Nessa linha, frisa-se que os valores debitados dos cartões sempre são maiores àqueles negociados com as vítimas. Em alguns casos houve, inclusive, pagamento em espécie, além dos montantes descontados dos cartões”, explicou a delegada.

Os fatos iniciaram em maio de 2017, de acordo com as investigações. Para dificultar a identificação dos envolvidos no crime, os estúdios fotográficos mudavam constantemente de endereço e de identidade visual, seja redecorando o espaço físico ou ainda mudando a forma da grafia dos nomes fantasia em seus cartões de contato, revelou a polícia.

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