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Brasil A Ponte da Integração é o novo marco de desenvolvimento do Brasil e do Paraguai

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Para custear os R$ 462.995.564,22 previstos para a construção da ponte e da perimetral em Foz do Iguaçu, a Itaipu Binacional já iniciou um remanejamento de recursos. (Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional)

Os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, e do Paraguai, Mario Abdo Benítez, lançaram nesta sexta-feira (10), em Foz do Iguaçu, a pedra fundamental da segunda ponte que ligará os dois países. A data de lançamento coincide com as festividades de aniversário de 35 anos de geração e de 45 anos de criação da Itaipu Binacional, que vai pagar integralmente a construção da nova ponte, com recursos da margem brasileira.

Durante a cerimônia foram assinados convênios relacionados à construção e ao repasse de recursos da Itaipu Binacional. Um deles delega ao Governo do Paraná a responsabilidade pela administração da obra. Outro convênio é com o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), que desenvolveu os projetos executivos da ponte.

Todo o evento foi acompanhado da outra margem do Rio Paraná, em território paraguaio, onde um grupo de autoridades se reuniu para marcar o momento histórico. Após o descerramento da placa da pedra fundamental, houve queima de fogos na margem paraguaia.

Bolsonaro reforçou a importância da parceria entre os países e do alinhamento entre seu governo e o de Benítez. “Nós que, além de presidentes, somos paraquedistas, ficamos mais perto das nuvens. E talvez por estarmos mais perto das nuvens, nossos sonhos sejam mais altos”, disse. “Como é bom Marito estar à frente de um país que deixou ideologias para trás. Não há momento melhor do que esse que estamos vivendo, tanto aqui como no Paraguai.”

Mario lembrou que já esteve com Bolsonaro por cinco vezes, o que demonstra a grande afetividade entre os dois países. “É um recorde”, brincou. Sobre o projeto, ele afirmou se tratar de uma vitória sobre a “apatia e o pessimismo daqueles que acreditavam que a obra não sairia”. E ainda completou: “Não vamos esperar 54 anos para dar início a outra ponte, a de Porto Murtinho. Vamos começar imediatamente.”

Segundo o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Jr., a obra tornará a região o maior hub logístico da América do Sul. Ratinho lembrou que a segunda ponte pode ser um passo importante para um salto ainda maior, com a criação do corredor bioceânico.

Sobre o envolvimento da Itaipu com a obra, o diretor-geral brasileiro da usina, general Joaquim Silva e Luna, foi enfático: “Itaipu é uma empresa que tem alma; faz muitas coisas com excelência. Nesse sentido, entendemos que estamos investindo o melhor das nossas energias no cumprimento da missão. Muito obrigado a todos por confiarem na energia de Itaipu”.

O diretor-geral paraguaio da Itaipu, Jose Alberto Alderete Rodríguez definiu a solenidade como um momento transcendental. “A ponte será um salto para novas oportunidades e para uma vida melhor para paraguaios e brasileiros. Vamos, juntos, construir uma obra que vai gerar desenvolvimento para os dois países”, disse.

Recursos

Para custear os R$ 462.995.564,22 previstos para a construção da ponte e da perimetral em Foz do Iguaçu, a Itaipu Binacional já iniciou um remanejamento de recursos aplicados em convênios e patrocínios que não têm aderência à missão da empresa. Ao longo dos três anos até concluir a ponte, Itaipu não alterará a sua tarifa de energia, para não prejudicar o consumidor brasileiro.

A intenção é que os recursos aplicados sejam de setores onde a binacional deixará de investir, por não serem considerados prioritários para o desenvolvimento socioeconômico da região.

Gargalo

Na região, a ponte também será fundamental para aliviar o congestionamento na Ponte Internacional da Amizade e evitar o trânsito de veículos pesados pelo centro de Foz do Iguaçu. A ponte antiga será utilizada apenas pelo tráfego local entre Foz e Ciudad del Este e, ainda, para uso turístico, especialmente o de compras, uma das vocações da cidade paraguaia.

Integração

Embora o nome da ponte remeta diretamente aos dois países vizinhos, ela representa bem mais. Tanto simbolicamente quanto, em pouco tempo, na prática, ela irá contribuir para um projeto de integração das Américas portuguesa e espanhola, que ainda exige mais obras viárias, especialmente no Paraguai, para se viabilizar. Mas isso já está sendo feito, com melhorias nas rotas que levam à Bolívia e ao Chile.

 

 

 

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