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Economia A popularidade dos aplicativos Uber, 99 e Cabify é a principal responsável pela expansão do crédito para a compra de veículos

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A popularização dos aplicativos de transporte, como Uber, 99 e Cabify, é o principal responsável pela expansão do crédito para compra de veículos em 2019, mostram os dados divulgados pelo Banco Central.De janeiro a novembro deste ano, a alta chegou a 71,1%. Em 12 meses, o crescimento foi de 80%, com volume de R$ 47,853 bilhões em crédito para aquisição de veículos.

O chefe adjunto do Departamento de Estatísticas do BC, Renato Baldini, destacou que os números apontam uma nova realidade em relação ao que acontecia em anos anteriores. O movimento foi fundamentalmente causado pela popularização de aplicativos para corridas. “Financiamentos para aquisição de veículos eram principalmente para pessoas físicas, a participação de pessoas jurídicas era baixa, isso tem sido bastante alterado”, disse.

Segundo Baldini, as vendas diretas para frotas de locadoras têm aumentado, o que está associado à locação de veículos para motoristas de aplicativos. Colaborando para o quadro favorável para aquisição de veículos pelas empresas, as taxas de juros no segmento também estão em seu menor patamar histórico, de 12% ao ano, em meio à redução dos juros básicos conduzida pelo BC. Atualmente, a Selic está no valor mínimo histórico de 4,5%.

A compra de veículos por pessoas físicas também tem crescido de maneira significativa, embora em menor ritmo, sobre uma base de financiamentos mais ampla. No ano, até novembro, esse estoque subiu 15,8% e, no acumulado em 12 meses, a alta foi de 17,7%. Nesse caso, a taxa média de juros também chegou ao menor patamar da série em novembro, de 19,4% ao ano.

Ano do carro elétrico

A promessa vem das principais montadoras da Europa. Segundo analistas automotivos, 2020 tem tudo para se tornar o “ano do carro elétrico”. A afirmação acompanha uma onda de lançamentos previstos das maiores fabricantes do mundo.

Enquanto, até hoje, a maioria dos elétricos foi direcionada principalmente para alguns setores específicos do mercado, em 2020, promete ser o ano que os modelos movidos a bateria vão finalmente ganhar as ruas e as graças do consumidor europeu. A expectativa é que o número de veículos elétricos disponíveis na região salte de menos de 100 para 175 até o final do próximo ano. Até 2025, já serão mais de 330.

A nova vai atender a um mercado em rápida expansão, ao mesmo tempo que a demanda por veículos a combustão diminui gradativamente. No Reino Unido, as vendas de elétricos devem crescer de 3,4% de todos os veículos vendidos em 2019 para 5,5% em 2020 – ou de 80 mil unidades neste ano para 131 mil em 2020, segundo previsões da Bloomberg New Energy Finance. Até 2026, as vendas de veículos elétricos já devem representar 20% das vendas no Reino Unido. Previsões semelhantes da LMC Automotive sugerem que 540 mil carros elétricos serão vendidos em toda a União Europeia em 2020; em 2019, foram vendidos 319 mil.

A partir de 1º de janeiro, começam a valer as novas regras da UE que vão penalizar fortemente as montadoras se as emissões médias de dióxido de carbono dos carros que venderem ficarem acima dos 95 gramas por quilômetro. A montadora que ultrapassar este limite será multada em 95 euros (quase 500 reais) por grama acima da meta, multiplicada pelo número total de carros que vendem.

As vendas dos elétricos puros ainda são tímidas frente aos carros com motores convencionais de combustíveis fósseis – isso sem contar os híbridos, que combinam um motor elétrico com outro a combustão. Mas o aumento da oferta dos elétricos puros promete contribuir com uma queda significativa nos preços dos elétricos. Consultores da Deloitte estimam que o mercado chegará a um ponto de inflexão em 2022, quando o custo de propriedade de um carro elétrico deve se equiparar aos modelos com motores de combustão interna.

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