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Economia A poupança perde competitividade com a taxa básica de juros a 4,5% ao ano

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No mês passado, foram aplicados R$ 362,5 bilhões na poupança, contra saques de R$ 354,3 bilhões. (Foto: Reprodução)

Com a Selic (a taxa básica de juros) na mínima histórica de 4,5% ao ano, a poupança perde competitividade em relação aos fundos de investimento. Segundo a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade), a caderneta é menos vantajosa que fundos com taxas de administração de até 1,5% com prazo de resgate superior a dois anos. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Com a taxa de administração de 1,5% ao ano, a poupança tem uma maior rentabilidade líquida que fundos em caso de prazo de resgate mais curto, de até um ano. Para taxas de 2%, a caderneta ganha dos fundos em resgates entre um e dois anos. Em caso de taxas de 2,5% para cima, a poupança é a melhor escolha em resgates após dois anos.

As modalidades empatam em rentabilidade nos casos de fundos com taxa de 1% para resgate em até seis meses, com taxa de 1,5% em resgates entre um e dois anos e com taxa de 2% em resgate após dois anos.

O rendimento da poupança é de 70% da Selic mais taxa referencial (TR) que, no momento, é zero. Segundo a Anefac, com a Selic a 4,5%, a poupança rende 3,15% ao ano e de 0,26% ao mês.

Apesar do rendimento baixo, a poupança é mais vantajosa que alguns fundos por não ter taxa de administração e ser isenta de imposto de renda (IR).

Devido a incidência do IR, aplicações em CDB (Certificados de Depósito Bancário) , por exemplo, são mais vantajosas que poupança apenas quando rendem a partir de 85% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

Política Monetária

O Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa básica de juros nesta quarta-feira (11) de 5,0% para 4,5% ao ano, confirmando a expectativa unânime do mercado financeiro.

O BC não se comprometeu com novos cortes, como fez na reunião passada, o que pode significar que o ciclo de redução pode estar próximo do fim.

Esse foi o quarto corte anunciado pelo Banco Central na gestão do presidente Jair Bolsonaro. Desde dezembro de 2017 os juros vêm renovando as mínimas históricas. Ou seja, a Selic está novamente no menor patamar desde que passou a ser utilizada como instrumento de política monetária, em 1999.

Na reunião anterior, a instituição já havia afirmado que a consolidação de um cenário benigno para a inflação permitiria um corte adicional em dezembro de 0,50 ponto percentual.

No comunicado desta quarta, a instituição não se comprometeu com um novo corte na próxima reunião, em fevereiro de 2020. Apenas repetiu que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, mas que o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela.

O Comitê enfatiza que seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”, disse o BC.

 

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