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A PRÁTICA NÃO MUDA

(Foto: Divulgação)

Indagar sobre a origem do déficit público é frequente para quem paga impostos. A edição de 12 de dezembro de 1935 do Jornal do Brasil, editado no Rio de Janeiro, ajuda a entender. O título da notícia: O imposto de consumo sobre o pão.

Eis o trecho inicial da notícia e a choradeira de sempre:

“O combate ao déficit do orçamento para o exercício financeiro de 1936 exigiu do governo medidas enérgicas de compressão das despesas e, como se não bastasse esse recurso para atenuar o forte desequilíbrio entre a receita e a despesa da União, fez-se mister um novo apelo à massa contribuinte. E entre os artigos visados pela ofensiva do Fisco foi atingida a farinha de trigo.”

O Jornal do Brasil ouviu o Diretor das Rendas Internas, órgão do governo responsável pela arrecadação de impostos, que declarou:

“Antes de tudo, precisamos assinalar que o contribuinte brasileiro está longe de esgotar sua capacidade tributária.”

Passadas oito décadas, o entendimento dos gestores do setor público é que não esgotou até agora. O que nunca comentaram foi sobre o retorno em relação ao que a população paga. A resposta sabemos todos nós.

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