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Notícias A prefeitura de Curitiba pediu à Justiça Federal a transferência de Lula

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O ex-presidente foi condenado a 12 anos e um mês de prisão na Operação Lava-Jato. (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

A Procuradoria-Geral da prefeitura de Curitiba, no Paraná, solicitou nesta sexta-feira (13) à Justiça Federal a transferência do ex-presidente Lula da sede da PF (Polícia Federal) em Curitiba para um outro local, não sugerido.

A procuradora-geral do município, Vanessa Volpi Bellegard Palácios, alegou que o fato de Lula estar preso na sede da PF tem gerado transtornos aos moradores e a funcionários da PF.

Segundo a PM (Polícia Militar), cerca de 400 militantes favoráveis a Lula acamparam no entorno da Polícia Federal, na tarde desta sexta-feira.

No documento, a prefeitura diz que já “exauriu as providências administrativas e judiciais para o cumprimento da ordem judicial, mas não tem atribuição legal para o seu cumprimento, dependendo da Polícia Militar para tanto”.

Também citou que o bairro no entorno da prisão, o Santa Cândida, tem moradores antigos e que a Superintendência da PF não tem estrutura para custodiar um ex-presidente da República.

A procuradora finaliza a petição solicitando a transferência para “o cumprimento da pena em local seguro e adequado às circunstâncias do caso, restabelecendo-se a ordem, o direito de ir e vir e a segurança da população, por ser medida de justiça!”.

Delegados também pedem transferência

O SINDPF/PR (Sindicato dos Delegados de Polícia Federal do Paraná) entregou na quarta-feira (11) ao superintendente da PF no estado, Maurício Valeixo, um pedido para que o ex-presidente Lula seja retirado da sede da corporação, levado para uma unidade das Forças Armadas.

Alegaram, entre outras coisas, que a prestação de serviços da PF está prejudicada com a movimentação no local decorrente da prisão – especialmente por conta do acampamento dos manifestantes e o consequente perímetro de segurança. Dizem que os policiais e moradores da região se sentem ameaçados.

Recusa

A PF não se pronunciou sobre a proposta. Logo após o pedido do sindicato de delegados da corporação no Estado, a Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais) se manifestou contra a transferência de Lula. Em nota, o presidente da entidade, Luís Antônio Boudens, classificou o pedido como um “movimento apressado e sem respaldo dos policiais federais”.

“Cada deslocamento gera custos para os cofres públicos e uma enorme demanda de pessoal, além de aumentar a possibilidade de confrontos e situações de embate entre grupos de apoiadores e de contrários ao ex-presidente”, acrescentou o texto.

Mikalovski rebateu a ponderação dos dirigentes da Fenapef. “Não cabe a essa federação analisar despesas, mesmo porque há um custo para a manutenção desse condenado aqui e essa questão tem que ser analisada pela Justiça Federal”, disse o delegado paranaense e fã de Bolsonro. “Eu acho que tem mais propriedade para falar é quem trabalha aqui neste prédio”, acrescentou. ​

Já a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (também do Paraná), considerou desrespeitosa a solicitação encaminhada pelo sindicato. “Qualquer situação envolvendo o ex-presidente Lula, inclusive de transferência de local de prisão, só poderá ser feita a partir de uma negociação detalhada e responsável com os seus representantes jurídicos. Fora disso, não há qualquer possibilidade”, afirmou ela em um vídeo.

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