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Notícias A prefeitura de Porto Alegre estuda um plano de ajuda para famílias de baixa renda durante as medidas de isolamento social

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Iniciativa prioriza áreas de maior vulnerabilidade, como as ilhas do Guaíba. (Foto: Anselmo Cunha/PMPA)

O prefeito Nelson Marchezan Júnior determinou a criação de um plano de atendimento assistencial para famílias de baixa renda durante a vigência das medidas restritivas de enfrentamento à pandemia de coronavírus em Porto Alegre. No foco da iniciativa estão os habitantes de áreas com maior vulnerabilidade socioeconômica, em diversas regiões da cidade.

Um grupo especial com integrantes de órgãos locais foi criado para estudar e propor medidas capazes de amenizar ou mesmo conter os impactos do período de isolamento social, iniciado há mais de duas semanas na capital gaúcha. Segundo a administração municipal, as comunidades com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) serão as mais atingidas pela crise econômica decorrentes desse contexto.

“As primeiras ações do governo foram realizadas com esforço concentrado na saúde para diminuir a velocidade da curva de contágio na cidade, e agora, boa parte da atenção se volta à área social, que precisa de políticas efetivas para evitar que as pessoas fiquem desamparadas”, explica o prefeito. “O maior reflexo da crise acontecerá na área social. Porto Alegre tem mais de 280 mil pessoas que precisam de algum tipo de assistência e vamos colocar nossos esforços para não deixar essas pessoas passarem fome.”

Estratégia

O planejamento inicial é atender 18,7 mil famílias com renda per capita de até R$ 89, para depois auxiliar quem se encontra nas faixas de até R$ 178 e de até meio salário-mínimo. Serão distribuídos alimentos por meio de recursos do Tesouro Municipal, doações feitas pela sociedade e recursos do Fundo Nacional de Assistência Social que foram reprogramados para essa finalidade, detalha a presidente da Fasc (Fundação de Assistência e Cidadania), Vera Ponzio.

“Vamos enfrentar um período de muita necessidade e a fome vai bater na porta. Precisamos nos preparar e suprir as demandas de alimentação, medicação e tratamento de saúde na cidade”, salienta a dirigente. O prefeito também solicitou a imediata revisão de todos os contratos de serviços terceirizados e com organizações sociais da prefeitura para que os valores economizados sejam revertidos para as áreas da saúde e atenção social.

A Fasc e a Defesa Civil Municipal também montaram um plano que prioriza a distribuição de alimentos às famílias mais necessitadas. Até esta sexta-feira (3), a previsão é de que sejam enviadas cestas básicas para 8 mil porto-alegrenses que residem nos bairros Santa Tereza, Restinga, Lomba do Pinheiro, Cruzeiro, Nordeste, Cristal e Partenon, além das regiões das ilhas do Delta do Guaíba, esta última que, historicamente, está entre as de maior vulnerabilidade na Capital.

Além da Fasc, o plano conta com o engajamento de representantes da SMDSE (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Esporte), SMPG (Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão), SMF (Secretaria Municipal da Fazenda) e SMRI (Secretaria Municipal de Relações Institucionais), além da PGM (Procuradoria-Geral do Município).

(Marcello Campos)

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