Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 16 de agosto de 2019
Cerca de 14% das cadeiras de diretorias e conselhos das empresas estatais do Rio Grande do Sul são ocupadas atualmente por mulheres. Trata-se de uma proporção baixa, principalmente quando comparada ao contingente majoritário de mulheres no serviço público (62%), mas que representa o dobro de recente levantamento do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa).
O estudo, que detalhou o perfil dos conselheiros em empresas brasileiras com ações negociadas em bolsa de valores, foi apresentado durante evento, nesta semana, pela titular da Seplag (Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão), Leany Lemos. “Dentre as grandes companhias privadas desse grupo, 92,8% dos conselhos de administração têm homens à frente”, mencionou.
Conforme demonstrou Leany, as mulheres respondem por 14% dos postos de diretorias das empresas, percentual que salta para 15% na composição dos conselhos fiscais, ficando menor nos conselhos de administração (13%): “Precisamos assegurar a diversidade na composição dos conselhos, para fortalecer a mudança cultural”.
Em relação aos 5.478 postos de liderança (cargos de chefia da administração direta e indireta), 57% (3.117) são preenchidos por mulheres. Quando se observa apenas a administração direta (sem as fundações e autarquias), esse percentual chega a 60% ocupado por lideranças femininas.
No entanto, este número é potencializado por cerca de 2 mil cargos de direção da Educação, área onde a ampla maioria da categoria é formada por mulheres. Se desconsiderá-los, a fatia feminina nos cargos de chefia cai para 27%.
Outra mulher que ocupa um posto-chave no governo de Eduardo Leite, a secretária de Comunicação, Tânia Moreira, também participou do evento, abordando os desafios que as redes sociais impõem aos profissionais. “Estamos em uma campanha em defesa do bom jornalismo”, declarou, diante de uma atenta plateia de mulheres no Instituto Ling, em Porto Alegre.
Palestra
Durante palestra no “2º Fórum de Mulheres em Conselhos”, o governador Eduardo Leite afirmou “ser uma honra” poder contar com a presença feminina em 62% da força de trabalho ligada ao Executivo estadual. O evento foi realizado na manhã dessa quinta-feira em Porto Alegre.
O chefe do Executivo se referiu, no caso, ao fato de que 74,7 mil dos 132,8 mil postos ativos da administração direta e indireta estão com mulheres. Frisou, ainda, que 3,1 mil dos 5,4 mil dos cargos de chefia no Rio Grande do Sul são ocupados por elas, o que representa, por sua vez, um índice de 57%.
“No meu gabinete, quase 90% dos cargos de chefia são de mulheres, sendo o setor líder nesse quesito”, autoelogiou-se, diante de uma plateia formada por um grupo de aproximadamente 60 mulheres. “Isso não é melhor nem pior, mas significa que confiamos na capacidade de liderança feminina e daremos sempre e cada vez mais oportunidades nesse sentido.”
A fala foi registrada já na abertura do Fórum, quando ele havia sido chamado a discorrer sobre os desafios e perspectivas econômicas e políticas de recuperação do Rio Grande do Sul. O governador reforçou que a sua gestão está centrada em “realidade, transparência, diálogo e respeito”, com ações divididas entre a agenda de combate à crise fiscal e a agenda de desenvolvimento.
(Marcello Campos)
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