Sexta-feira, 19 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 4 de setembro de 2018
A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), e o tesoureiro do partido, Emídio de Souza, foram proibidos de entrar, nesta terça-feira (3), na sala onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso na sede da Polícia Federal em Curitiba (PR).
O único político autorizado a entrar foi o candidato a vice e possível sucessor de Lula, Fernando Haddad, constituído como integrante da defesa do ex-presidente, junto com outros advogados.
Gleisi e Emídio também foram nomeados para integrar a defesa de Lula mas na semana passada a juíza da 12ª Vara Criminal de Curitiba, Carolina Lebbos, proibiu a senadora de atuar como advogada do ex-presidente atendendo pedido do MPF (Ministério Público Federal).
Emídio foi subscrito como advogado de defesa por Gleisi e por isso também foi barrado. O tesoureiro deve ser reincorporado à equipe de advogados de Lula por meio do ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão.
Com Gleisi barrada, Haddad passou a concentrar todas as informações sobre as posições e orientações políticas de Lula depois de o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ter indeferido o registro de candidatura do petista.
Advogada eleitoral
Na última semana, a senadora Gleisi Hoffmann (PR), foi novamente nomeada como advogada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) depois de ter sido impedida pela Justiça de fazer parte da defesa do petista.
Agora, em vez de atuar como advogada no processo de execução da pena de Lula, na Justiça Federal do Paraná, Gleisi passou a integrar a defesa do ex-presidente no processo de registro de candidatura, que corre no TSE.
O objetivo era tentar ter acesso facilitado a Lula na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Como advogada, Gleisi poderia visitá-lo em dias e horários variados, e não só nas tardes de quinta, no horário reservado para visitas de amigos do ex-presidente.
Segundo a juíza Carolina Lebbos, a lei impede que parlamentares atuem contra advogados em casos que envolvam sociedades de economia mista, como a Petrobras. A juíza lembra que, no caso do triplex, pelo qual Lula cumpre pena, o ex-presidente foi inclusive condenado a indenizar a Petrobras
Gleisi protestou contra a decisão e disse que “nem a ditadura impediu advogados de visitar presos”.
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